Pelé ataca CPI e diretoria do Santos

Pelé, como sempre, está arrumando as malas. Sábado estará na festa de despedida de Maradona, em Buenos Aires. Nesta quarta-feira, o Rei esteve num evento da PSN. Tirou fotos e deu autógrafos a dezenas de fãs. Como sempre, não perdeu a majestade. Em entrevista exclusiva à Agência Estado, disse que as CPIs do futebol na Câmara e no Senado atestaram a credibilidade de sua empresa, a Pelé Sports & Marketing, e não fizeram nada além de "oba-oba com o dinheiro público". "Mas confio que algo de bom vá sair dessa CPI do Senado, que será propositiva." Pelé, que não acredita em astrologia, reafirmou apoio à permanência de Ricardo Teixeira à frente da CBF. "Disse ao ministro Melles que estamos num país democrático e não dá para ir tirando pessoas dos cargos simplesmente por tirar. Há caminhos legais." Na opinião de Pelé, o Brasil não precisava ter sofrido tanto nas atuais Eliminatórias. "O grande erro foi ter desmontado o time da Olimpíada. Poderíamos ter uma base formada há dois anos." Além da falta de um time-base, ele criticou improvisações como Roque Júnior jogando de cabeça de área. Pelé defende que Romário dispute a Copa, desde que esteja em boas condições físicas. "Zoff jogou até os 40 anos e Baresi disputou uma final com 37 anos, depois de operar o joelho. Eu mesmo, com 50 anos, joguei pela seleção na Itália." Pelé diz não estar arrependido de ter feito parte do "conselho de notáveis" que, em março, propôs um calendário quadrienal para o futebol brasileiro. A programação corre o risco de não sair do papel, mas o ex-jogador acredita que avanços aconteceram. "Nessa comissão sou o único representante do povo, e o povo não acredita mais em viradas de mesa. Se Flamengo e Corinthians caírem, terão de disputar a segunda divisão." Mágoa - Desilusão Pelé demonstra sentir em relação ao Santos. Sem poupar críticas à administração do presidente Marcelo Teixeira, diz que o clube só tem um centro de treinamentos porque ele próprio comprou o terreno e fez a obra. Segundo Pelé, Marcelo Teixeira abandonou a política dos "pés no chão", gastou dinheiro com jogadores que não resolveram (citou Valdo, Rincón, Edmundo e Valdir) e hoje o clube está sem perspectivas. "Não me envolvo mais porque me aborreci com o tratamento que recebi da atual diretoria. Canindé, Paulo Almeida, Valdir e Deivid já poderiam estar no time há um ano e meio. Agora, só estou esperando o que prometeram, ou seja, os títulos."

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