IAN LANGSDON/EFE
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Pelé cancela evento em Harvard, nos EUA, onde seria homenageado domingo

Ainda internado em Paris após sofrer infecção urinária, ex-atleta acorda disposto, responde bem aos medicamentos e está à espera de alta médica, que deve ocorrer na sexta de manhã

Robson Morelli, O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2019 | 12h23

Pelé continua internado no American Hospital de Paris após ter sofrido infecção urinária na madrugada de quarta-feira. O ídolo brasileiro passou a noite bem e acordou sem febre, de acordo com informações da assessoria de imprensa do hospital e de seu assessor pessoal. Pele está sendo tratado à base de antibióticos. Mesmo assim, não há previsão de alta médica para esta quinta-feira. Aos 78 anos, ele respondeu bem aos medicamentos, mas ainda requer mais tempo de recuperação até que os remédios possam fazer efeito. A expectativa médica é que ele deixa o American Hospital, de Paris, somente na sexta-feira.

A complicação de saúde fez com que a comitiva do brasileiro cancelasse evento que ele teria em Boston, nos Estados Unidos, na Universidade de Harvard, domingo. Ele receberia mais uma homenagem, mas não poderá comparecer. Pelé estaria ao lado do técnico da seleção brasileira, Tite. Embora sua condição clínica seja "boa e controlada", de acordo com os médicos, uma segunda viagem e mais compromissos comerciais poderiam debilitá-lo. A recomendação é de descanso.

Do hospital em Paris, o assessor de Pelé, José Fornos, disse que ele acordou mais disposto. "Tudo indo bem, graças a Deus. Ele não vai mais para os Estados Unidos. Esperamos alta em breve", disse ao Estado na manhã desta quinta-feira.

Pelé está em Paris porque na terça-feira ele teve um compromisso promocional ao lado do garoto Kylian Mbappé, atacante do Paris Saint-Germain e amigo pessoal de Neymar – o francês campeão do mundo esteve no aniversário de 27 anos do brasileiro. Pelé não conhecia Mbappé pessoalmente. Um encontro no ano passado entre ambos foi desmarcado a pedido do Rei por também ter sentido um mal-estar na ocasião. Em Paris, disse ao menino que ele poderia ser o melhor do mundo sem deixar de jogar em seu país, como ele próprio conseguiu defendendo o Santos, da Vila Belmiro.

Pelé tem evitado alguns compromissos. Recentemente, ele desmarcou evento no Paraná. Mas sua agenda de compromissos ainda o leva para lugares distantes de Santos. Ele esteve, por exemplo, no sorteio da Copa do Mundo da Rússia em dezembro de 2017 ao lado do presidente russo Vladimir Putin e do manda-chuva da Fifa, Gianni Infantino. Quando o Museu Pelé foi inaugurado em Santos, ele chegou a dizer ao Estado que seu desejo era reduzir as viagens pelo mundo e ficar mais tempo na cidade que o acolheu quando tinha 17 anos, olhando para o mar e o porto da janela de sua ampla sala no museu.

Da França, Pelé retorna ao Brasil.

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