Pelé indica favoritos para Copa de 2010 e pede ajuda ao Haiti

Pelé listou Argentina, Brasil, Inglaterra, Itália e Espanha como favoritos para vencer a Copa da África do Sul e fez um pedido de ajuda ao Haiti, devastado por um terremoto na última terça-feira.

LUIS JAIME ACOSTA, REUTERS

17 de janeiro de 2010 | 11h52

Edson Arantes do Nascimento disse que os países que são considerados potências do futebol sempre são favoritos, mas advertiu que as seleções chegam em igualdade ao Mundial, o que torna mais difícil os prognósticos, ainda mais tendo em conta o fator surpresa.

"Os favoritos são as grandes potências, mas hoje ninguém acredita que a Inglaterra tenha uma equipe forte para esta Copa, então é difícil mencionar os favoritos, há muitas equipes que não surgem com destaque e vão adiante", garantiu Pelé.

"Normalmente os grandes são Brasil, Argentina, Inglaterra, Itália ou Espanha, são os times que esperamos que sejam os favoritos, mas há equipes da África que podem surpreender", afirmou em uma coletiva de imprensa na Colômbia para divulgar a Copa Libertadores de América.

Pelé disse que as seleções africanas podem surpreender porque têm a maioria de seus jogadores na Europa e se conhecem, o que levará a um Mundial com seleções muito equilibradas.

O Rei se referiu à Argentina, dirigida por Diego Armando Maradona, e disse que apesar do time ter tido muitos problemas para se classificar para a Copa e fazer seus jogadores funcionarem, continua sendo uma das favoritas.

"A Argentina é sempre uma equipe que pode surpreender, que tem grandes jogadores, garra, experiência em disputar Copa, sempre se deve respeitar a Argentina", acrescentou dizendo que Maradona não foi o culpado da crise que a seleção argentina viveu durante a etapa eliminatória.

O tricampeão mundial disse que a Espanha foi a melhor equipe de 2009, mas que deverá responder a essa condição de favorita e evitar um tropeço em um torneio curto e imprevisível como uma Copa do Mundo.

O astro do futebol reconheceu que a segurança para o mundial da África do Sul é uma preocupação na Fifa após o ataque contra a seleção do Togo na Copa Africana de Nações, e disse que o futuro do evento dependerá do que acontecer com Nelson Mandela nos próximos seis meses, porém não deu mais detalhes em relação às suas palavras sobre o ex-presidente do país-sede.

PEDIDO PARA O HAITI

Pelé também se mostrou condoído com a tragédia no Haiti e fez um pedido de solidariedade para ajudar na reconstrução da nação caribenha.

"Trata-se de nosso irmãos, de seres humanos. A Fifa poderia fazer o mesmo que o Brasil, é preciso tomar partido, organizar movimentos que possam ajudar de alguma maneira. Essa é a mensagem que posso dar, agora é uma coisa importante pensar nesta gente que precisa do apoio de todo o mundo", concluiu.

Tudo o que sabemos sobre:
COPAPELEFAVORITOS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.