Pelé joga rápido e acusa Viana no Rio

O ex-jogador Pelé antecipou-se ao juiz da 18ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho, da 1ª Região, no Rio de Janeiro, Derli Mauro Cavalcanti da Silva, e deu entrada no Ministério Público Estadual com uma notícia-crime contra o seu ex-sócio Hélio Viana, acusando-o de estelionato, apropriação indébita e crimes contra a Fé Pública. O perito Paulo Roberto Lobo Guimarães, em seu laudo processual na vara trabalhista, movido por Roberto Seabra contra Pelé e Viana, constatou todas essas irregularidades.A atitude de Pelé foi motivada pela tendência de que fosse denunciado com Viana no Ministério Público Federal pelo juiz da 18ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho. Em sua defesa, o ex-jogador alegou ter sido iludido pelo ex-sócio e, por isso, não tinha o conhecimento do que se passava em sua empresa.Em um trecho das alegações de Pelé, na notícia-crime, está a comparação entre Viana e seu antigo sócio, Pepe Gordo, também acusado de tê-lo ludibriado no passado. No documento, Viana é apontado como uma pessoa dotada de "uma sofisticação e malícia imcomparáveis." Emissão de notas fiscais frias, manipulação dos números contábeis da Pelé Sports e Marketing e empréstimos bancários obtidos ilicitamente são algumas das acusações do ex-jogador. No laudo pericial do processo trabalhista, Guimarães observou que vários cheques recebidos e emitidos pela empresa não foram contabilizados.Ressaltou que recebeu comunicado da empresa atestando que notas fiscais, duplicatas e recibos não foram apresentados, porque foram "subtraídos" dos arquivos, conforme registro de ocorrência n.º 071188.A "real posição financeira" da Pelé Sports, também foi investigada por Guimarães: "O perito entende que os saldos contábeis existentes nos livros que lhe foram exibidos não refletem a posição financeira da Reclamada (empresa do ex-jogador)." A outra irregularidade encontrada foi a utilização de dois talões de notas fiscais, com a mesma numeração (de 001 a 050), confeccionados em diferentes gráficas (Velo Gráfica Ltda. e G. Valmar Ltda.).

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.