Pelé não será chamado para depor

Os procedimentos da CPI da CBF/Nike contra o ex-ministro dos Esportes, Pelé, devem se restringir à quebra do sigilo bancário e fiscal da empresa Pelé Sports & Marketing, que ele mantém em sociedade com Hélio Viana. Pelé nem mesmo será chamado para depor. De acordo com o presidente da comissão, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), a necessidade dos depoimento serem concluídos até o dia 30 deste mês vai tirar da pauta vários outros nomes que deveriam ser ouvidos. Rebelo explicou que a CPI dará prioridade aos depoimentos que tenham ligação com o contrato da CBF com a Nike, com as federações e as denúncias de passaportes falsos."Pelé é um nome que dá muita repercussão, inclusive internacional", reconheceu. "Mas não é por esse critério que a comissão vai se guiar". Com isso, exclui-se automaticamente a possibilidade do ex-diretor de projeto da Pelé Sports & Marketing, Roberto Seabra vir a ser convocado. O nome, aliás, nem chegou a citado pelos deputados. Uma análise contábil provocada pela ação trabalhista movida por ele contra a empresa, em 1998, constatou indícios de sonegação fiscal. O caso gerou uma denúncia-crime, que foi aceita pela Procuradoria-Geral do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

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