Maurício de Souza/Estadão
Maurício de Souza/Estadão

Pelé pede para que seus filhos não sejam comparados com ele

Joshua e Octávio tentam seguir os passos de Pelé em campo

Gonçalo Junior e Robson Morelli, O Estado de S. Paulo

04 de abril de 2015 | 21h46

Pelé se orgulha da família que teve e tem no futebol, começando por seu pai, Dondinho, de quem ressalta o recorde de ter feito certa vez cinco gols de cabeça numa mesma partida. Lembra que Zoca, seu irmão, também jogou no Santos, onde ele foi rei. E agora destaca a linhagem com seu DNA com o mesmo sonho. Joshua e Octávio tentam seguir os passos de Pelé em campo. Seu único pedido é para que não comparem os meninos a ele. Pelé só existe um.

O que você acha de seus herdeiros no futebol, seguindo seus passos? Qual é o tamanho do seu orgulho com eles? Refiro-me ao Joshua, no sub-20 do Santos, Edinho, agora na comissão técnico do time profissional, como auxiliar, e do filho da Sandra, Octávio, que joga no Guarani de Divinópolis.

Acho que tudo isso é genético. Só Deus pode explicar. Meu pai, Dondinho, por exemplo, foi um grande centroavante (Joshua é atacante, mas prefere atuar pelos lados do campo). Meu pai tem o recorde de cinco gols de cabeça em um único jogo. O Zoca, meu irmão, também foi jogador profissional do Santos Futebol Clube. Então, é genético. Tenho orgulho de todos eles e para meu filho Joshua, e meu neto Octávio, espero que tenham a mesma sorte que eu tive e que continuem a representar a família.

De alguma forma, eles vão levar adiante o que Pelé fez no futebol por anos, tanto no Santos quanto na seleção brasileira.

Espero que tenham a mesma sorte que tive na minha carreira. E tenho mesmo orgulho de todos eles.

Como você recebeu a notícia, lá atrás, de que Edinho queria ser goleiro? E como lida agora com a opção de Joshua, que quer ser atacante e jogar no seu Santos? É fácil para o Pelé ver seus filhos e neto no futebol? Eles serão cobrados...

O Edinho foi muito cobrado por ser meu filho, mas ele, como goleiro e eu, como atacante, conseguimos dar alegrias ao torcedor brasileiro em tempos diferentes. Tenho certeza disso. (Edinho jogou no Santos nas temporadas de 1990 e 91, mas nunca teve a mesma desenvoltura do pai com a bola nas mãos. Ele voltou a defender o gol do Santos no período entre 1994 e 1998. Pelé, como se sabe, gostava também de jogar no gol). Isso deve ser genético também.

Você tem vontade de ver o Joshua em ação, de assistir às partidas do menino? Qual seria seu maior conselho aos santistas que esperam ver o filho de Pelé no time profissional um dia?

Já vi algumas vezes o Joshua jogar e treinar com os meninos de sua idade, no sub-17 do Santos, quando ele começou. Meu conselho é que não queiram que o Joshua seja um novo Pelé. O Dondinho e a dona Celeste fizeram o Pelé e jogaram a receita fora.

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