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Pelé pede que seleção respeite os adversários

Rei do Futebol afirma que a equipe de Dunga tem que tomar cuidado para não ser pega de surpresa

Evandro Fadel, Agencia Estado

26 de março de 2009 | 18h21

O equilíbrio do futebol atual exige da seleção brasileira que respeite todos os adversários que enfrentar. E quem diz isso é ninguém menos que Pelé, o Rei do Futebol. "O Brasil tem de respeitar qualquer adversário, porque hoje não tem mais time fácil. Tem de tomar cuidado para não ser pego de surpresa", afirmou, durante evento em Curitiba.

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Pelé esteve na capital paranaense para arrecadar recursos para o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, que faz pesquisas sobre o câncer de córtex adrenal e os transtornos neurocognitivos e comportamentais em crianças e adolescentes.

Questionado sobre se os clubes de futebol não poderiam contribuir com iniciativas como essa, ele foi bastante crítico. "Os grandes clubes deveriam fazer alguma coisa para eles antes, porque estão quase todos praticamente falidos", afirmou. "Acho um absurdo o Corinthians e o Flamengo, que têm as duas maiores torcidas, estarem assim. Se fossem honestos na administração, só na venda de produtos eles montariam um time", disparou.

As críticas do Rei também foram estendidas à classe política. "Os governantes poderiam ajudar muito mais se não tivéssemos tantas denúncias de corrupção", disse. Segundo ele, há uma cultura no Brasil pela qual um político, quando assume o poder, não dá continuidade a um trabalho que seja bom para a sociedade, porque não foi ele quem iniciou.

"Na época que estava no Ministério do Esporte, tinha as Vilas Olímpicas com vários polos no Brasil para acabar com a criminalidade", disse. "O governo Lula não deu continuidade às Vilas Olímpicas que podiam ajudar a tirar as crianças da rua."

Questionado sobre a proposta da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) de realizar exames surpresas em jogadores de futebol, que é contestada pela Fifa, Pelé disse desconhecer o tema. Segundo ele, os sorteios realizados nos jogos já seriam surpresa para os jogadores. Ao ser informado de que a intenção é fazer os exames a qualquer momento e não apenas em jogos, ele se mostrou admirado. "Aí não tem nada que ver com os jogos, aí é problema mais de polícia do que da Fifa", opinou.

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