Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Pelé receberá medalha Grã-Cruz, a maior honraria do Estado de São Paulo

Cerimônia no Museu do Futebol, no entanto, não deverá contar com a presença do Rei do Futebol

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2020 | 07h00

No dia do seu 80.º aniversário, Pelé receberá a medalha Grã-Cruz, a maior honraria do Estado de São Paulo. Será no Museu do Futebol, em cerimônia às 20h com o governador João Doria (PSDB). Pelé, no entanto, não deverá estar presente. Por fazer parte do grupo de risco, o Rei do Futebol não tem participado de qualquer tipo de evento durante a pandemia do novo coronavírus.

A medalha Grã-Cruz tem como finalidade agradecer e homenagear cidadãos por seus méritos e contribuições para o Estado de São Paulo. A medalha foi instituída em 1969 pelo governador Roberto Costa de Abreu Sodré e leva em consideração o trabalho realizado em prol da coletividade do povo brasileiro e paulista.

Também nesta sexta-feira ocorre no Museu do Futebol o lançamento do livro De Casaca e Chuteiras, do jornalista Silvestre Gorgulho. A obra homenageia os 80 anos de Pelé e os 60 anos de Brasília.

Por causa da pandemia, Pelé está confinado em sua casa no Guarujá, litoral paulista. Com o carisma e sorriso habituais, o Rei do Futebol tem se mostrado muito ativo nas redes sociais, onde relembra alguns dos seus feitos, como o primeiro gol pelo Santos, aos 15 anos de idade, ou a primeira Copa do Mundo vencida pelo Brasil em 1958, na qual teve atuação memorável.

“Muito obrigado ao Brasil e aos brasileiros. Eu sempre fui muito feliz vestindo essa camisa! Obrigado pelo carinho no meu aniversário”, escreveu o ex-jogador em um texto publicado na quarta-feira em seu Instagram, acompanhado de uma foto em que comemora um gol pela seleção brasileira.

Saúde instável

A saúde de Pelé passou por altos e baixos nos últimos anos. Embora nos vídeos em que publicou às vésperas de seu aniversário ele apareça sorrindo, ele tem dificuldades para andar devido a problemas no quadril. Antes da pandemia, ele compareceu a alguns eventos públicos numa cadeira de rodas.

Além dos problemas de mobilidade, o Rei foi hospitalizado várias vezes nos últimos anos. A mais recente aconteceu em 2019, quando foi internado em Paris e transferido para São Paulo para retirar um cálculo renal. Cinco anos antes, esteve na UTI por causa de uma infecção urinária que o obrigou a fazer diálise no rim esquerdo, o único que lhe restou desde que na década de 1970 teve o direito removido devido a uma lesão quando era jogador.

Pelé atribui os problemas a situações normais de uma pessoa de sua idade, que também passou 21 anos praticando um esporte altamente competitivo. "Tenho de agradecer a Deus pela saúde de chegar aqui, nessa idade, e lúcido, não muito inteligente, mas lúcido", brincou Pelé em vídeo divulgado na última terça-feira.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.