Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Pena do menor que confessou ter atirado sinalizador sai em breve

Advogado de defesa do garoto, membro da Gaviões da Fiel, prevê uma semana para sair punição

Gonçalo Júnior, O Estado de S. Paulo

12 de abril de 2013 | 08h00

SÃO PAULO - A pena do menor que confessou o disparo do sinalizador que matou Kevin Beltrán Espada será definida na semana que vem.

Essa é a previsão do advogado de defesa, Ricardo Cabral, que aguarda uma convocação do Ministério Público de São Paulo para um novo interrogatório do jovem de 17 anos que assumiu a autoria do crime no dia 20 de fevereiro, na partida entre San Jose e Corinthians, no Estádio José Bermúdez. "O promotor quer celeridade no processo", explicou o advogado.

A decisão de acelerar o processo, independentemente da investigação boliviana sobre os 12 corintianos acusados de envolvimento no crime e que estão presos em Oruro, foi do promotor responsável pelo caso, Thales de Oliveira. Embora tenha sido encaminhado no final do mês de fevereiro, logo depois que o menor assumiu a autoria do disparo, o pedido de informações ainda não foi atendido.

Na definição da sentença, existem duas possibilidades para o caso. Se o menor for condenado por homicídio culposo, sem a intenção de matar, deverá passar por uma série de medidas socioeducativas, como prestação de serviços comunitários. Como não tem antecedentes, deve ficar em liberdade assistida, em regime aberto. Se for condenado por homicídio doloso, em que há intenção de matar, poderá ficar até três anos na Fundação Casa.

A condenação do menor pode representar uma boa notícia para os presos em Oruro. As autoridades bolivianas reclamavam nos bastidores da impunidade do menor quase dois meses depois da morte de Kevin. Alfredo Santos, fiscal de investigação responsável pelo caso na Bolívia, não quis comentar o andamento do processo brasileiro.

AGRESSIVA

Na Bolívia, os advogados dos brasileiros estudam a adoção de uma estratégia mais agressiva. Uma das alternativas é abrir um processo contra o Ministério Público por descumprimento dos deveres devido à morosidade do caso.

Os advogados informam, por exemplo, que não podem entrar com um novo pedido de habeas corpus porque a ata da reunião anterior, realizada há mais de um mês, ainda não está pronta.

Na quarta-feira à noite, o diretor do Sistema Penitenciário da Bolívia, Ramiro Llanos, admitiu no programa "No mentirás", da emissora PAT TV, que as provas apresentadas pelos brasileiros, como o vídeo que identifica o autor do disparo, podem mudar o rumo das investigações.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.