Guadelupe Pardo/Reuters
Guadelupe Pardo/Reuters

Fifa reduz punição para seis meses e Guerrero poderá disputar a Copa

Atacante havia sido suspenso por um ano do futebol. Mas seus advogados recorreram e punição foi reduzida para seis meses

Jamil Chade, correspondente em Genebra, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2017 | 17h49

Paolo Guerrero, atacante do Peru e do Flamengo, vai poder jogar a Copa do Mundo. Nesta quarta-feira, o Comitê de Disciplina da Fifa aceitou um recurso do advogado brasileiro Pedro Fida e anunciou que a entidade decidiu punir o jogador com apenas seis meses de suspensão, depois de ser flagrado no doping.

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A punição original era de um ano, o que o deixava de fora do Mundial de 2018. Mas, depois do recurso, caiu para seis meses e termina em maio. A Copa começa apenas em junho.

Guerrero foi ouvido depois de seu exame de doping ter dado resultado positivo. Por quatro horas, a acusação apresentou as supostas provas, enquanto os advogados brasileiros do jogador deram sua versão. Ao deixar a audiência, o jogador declarou que é “inocente”. “Vim até aqui, na Suíça, para mostrar isso. Graças a Deus, consegui todas as provas que são fundamentais. Agora, é só aguardar a resposta da Fifa", declarou.

O jogador respondia à investigação por ter testado positivo para uso de benzoilecgonina, um metabólito da cocaína, em exame realizado depois do empate em 0 a 0 entre Argentina e Peru, em Buenos Aires, pela penúltima rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa da Rússia de 2018, no dia 5 de outubro. Por isso, foi suspenso preventivamente pela Fifa.

A principal suspeita era justamente sobre o uso de cocaína, mas o atacante garantiu que esta possibilidade já foi descartada pela entidade. "Está descartado o uso de cocaína, isso não conta mais", afirmou o jogador, que ainda explicou: "A quantidade (encontrada de benzoilecgonina) é muito pequena, não chega a ser considerado doping".

Por conta da punição, Guerrero ficou impedido de defender a seleção peruana nas duas partidas da repescagem da Copa do Mundo de 2018, diante da Nova Zelândia. Mesmo assim, o país garantiu vaga no Mundial, que seria o primeiro do atacante.

Inicialmente, a Fifa alertou que optou por uma punição e não ficou convencida de que a substância encontrada poderia vir da folha de coca. “Depois de analisar todas as circunstâncias do caso, a Comissão de Disciplina decidiu suspender Paolo Guerrero durante o período de um ano”, diz um comunicado. “Por ter dado positivo por uma substância proibida, o jogador violou o artigo 6 do regulamento antidoping da Fifa”, explicou.

Agora, a entidade aceitou os argumento atenuantes do advogado Pedro Fida e reduziu a punição, que começa a contar a partir do dia 3 de novembro de 2017, data que Guerrero foi suspenso provisoriamente. A suspensão inclui jogos nacionais e internacionais, por clubes e seleções.

Fida ainda vai continuar com os recursos em outras instâncias, com o objetivo de liberar o jogador de qualquer tipo de punição.

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