Pênalti no fim salva Brasil de tropeço na estreia

Com um gol de pênalti de Kaká, aos 45 minutos do segundo tempo, a seleção brasileira venceu o Egito por 4 a 3, e evitou um tropeço em sua estreia na Copa das Confederações, em Bloemfontein. A equipe comandada por Dunga chegou a abrir 3 a 1 no primeiro tempo, mas cedeu o empate aos rivais e só garantiu a vitória no último minuto do tempo regulamentar.

AE, Agencia Estado

15 de junho de 2009 | 13h16

O destaque brasileiro na partida foi Kaká, que marcou o primeiro gol e converteu o pênalti salvador para dar os três primeiros pontos na competição à equipe. Pelo Egito, o melhor foi Zidan, que também marcou duas vezes e ameaçou o que poderia ter sido uma vitória fácil do Brasil.

A partida começou em ritmo acelerado, e o Brasil abriu o placar logo aos 4 minutos, em belo lance de Kaká. Ele recebeu lançamento de Daniel Alves na entrada da área, deu um chapéu no líbero Hani Said e chutou na saída do goleiro El Hadary para abrir o placar.

Os egípcios não demoraram para reagir e logo em sua primeira jogada de ataque conseguiu o empate. Aos 8 minutos, Abo Terika avançou pela direita e cruzou para Zidan, sozinho na área, tocar de cabeça, sem chances para Júlio César.

Três minutos depois, foi a vez de o Brasil reagir. Após cobrança de falta de Elano pela direita, Luís Fabiano pulou mais que a defesa adversária e desviou de cabeça para o fundo das redes. Depois de ficar à frente no placar pela segunda vez, a seleção brasileira conseguia se impor. Com uma marcação forte no meio-campo, a equipe dificultava a saída de bola do adversário.

O time egípcio já não incomodava tanto quando, aos 36 minutos, o Brasil marcou pela terceira vez, em mais uma jogada de bola parada de Elano. O meia do Manchester City cobrou escanteio pelo lado direito do ataque e o zagueiro Juan desviou de cabeça.

No fim da primeira etapa, o Egito ainda teve uma chance para reduzir a desvantagem. Já aos 46 minutos, Sayed Moawad cruzou pela esquerda e Hosni cabeceou por sobre o gol defendido por Júlio César, em novo erro de marcação da defesa brasileira.

O segundo tempo começou com os egípcios no ataque. O técnico Hassan Shehata colocou o atacante Ahmed Eid no lugar do meia Ahmed Hassan. Com três jogadores ofensivos, os atuais bicampeões africanos adiantaram a marcação e partiram para cima. E os erros da equipe brasileira na defesa foram punidos.

Aos 8 minutos, o Egito trocou passes na entrada da área e Shawky recebeu livre para chutar à direita de Júlio César. Empolgados os egípcios recuperaram a bola logo na saída e, no minuto seguinte Zidan recebeu lançamento, ganhou na corrida e empatou o jogo.

Diante do inesperado empate dos africanos, Dunga fez duas alterações na equipe brasileira. Alexandre Pato e Ramires entraram na partida, substituindo Robinho, apagado durante toda a partida, e Elano.

Mesmo com as alterações, o Brasil não conseguia reagir. O Egito passou a marcar a saída de bola e criava boas oportunidades. Aos 37, os africanos quase fizeram o quarto gol, quando Fathi - sem marcação - arriscou da intermediária. A bola subiu muito e saiu por sobre o gol.

Quando a partida parecia caminhar para um empate, ou mesmo para uma vitória dos egípcios, aconteceu o lance que mudou o jogo. Depois de uma cobrança de falta na área, Pato chutou e Elmohamadi tirou a bola com o braço, em cima da linha.

O árbitro inglês Howard Webb, hesitou, mas marcou pênalti e expulsou o defensor. Na cobrança, já aos 45 minutos, Kaká chutou forte, à esquerda do goleiro El Hadary, que quase tocou na bola, mas não conseguiu evitar a vitória brasileira.

A seleção brasileira volta a campo às 11 horas de quinta-feira, em Pretória, contra os Estados Unidos. Os egípcios enfrentam a Itália, às 15h30, na mesma cidade, pelo Grupo B da Copa das Confederações.

Ficha Técnica:

Brasil 4 x 3 Egito

Brasil - Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Juan e Kleber (André Santos); Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano (Ramires) e Kaká; Robinho (Alexandre Pato) e Luís Fabiano. Técnico: Dunga.

Egito - Essam El Hadary; Hani Said, Gomma e Ahmed Said; Fathi, Sayed Moawad, Ahmed Hassan (Ahmed Eid), Hosni (Elmohamadi) e Shawky; Abo Terika e Zidan. Técnico: Hassan Shehata.

Gols - Kaká, aos 4, Zidan aos 8, Luís Fabiano aos 11 e Juan aos 36 do primeiro tempo; Shawky aos 8, Zidan aos 9 e Kaká (pênalti) aos 45 do segundo tempo.

Cartão amarelo - Moawad

Cartão vermelho - Elmohamadi

Árbitro - Howard Webb (ING)

Local - Estádio Free State, em Bloemfontein, na África do Sul.

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