Pênalti perdido não abalou Marcelinho

A emoção tomou conta do vestiário do Corinthians no fim do jogo deste domingo no Morumbi. O meia Marcelinho, um dos mais experientes do elenco, disse que a vitória sobre o Santos por 2 a 1, foi uma das classificações mais difíceis e emocionantes desde 1994, quando chegou ao Parque São Jorge. "Nem me lembro quantos títulos já disputei pelo Corinthians, mas esta final tem um valor especial. Saímos da lama, do lodo, e estamos mais vivos do que nunca", disse Marcelinho, que evocou Deus para tentar uma explicação sobre a arrancada do time, que estava ameaçado pelo rebaixamento e agora pode ser campeão. "Só não sei porque tem que ser assim, meu Senhor. Por que tanto sofrimento, tanta angústia. Tinha que ser assim, aos 48 minutos do segundo tempo?".Marcelinho fez questão de ressaltar que não se abateu com o pênalti perdido, muito menos foi displicente na hora de se dirigir para a cobrança. "A minha orientação, até de Luxemburgo, era se houvesse um pênalti, eu deveria bater no canto direito, porque me disseram que é o canto fraco do Fábio Costa. Mas na hora pensei em mudar, e essa indecisão me atrapalhou", disse Marcelinho.Mas ele se recuperou no jogo. Fez o gol de empate e participou ainda do lance que deu a vitória ao Corinthians. Marcelinho deixou a bola passar para Ricardinho fezer 2 a 1. "Ele gritou: atrás, atrás, aí deixei a jogada para Ricardinho mandar a bomba." O técnico Wanderley Luxemburgo disse que o mistério na escalação do time até pouco antes do jogo fez parte da guerra de nervos. E afirmou que na metade do segundo tempo pôde avançar mais a equipe, quando o Santos ficou só com Caio no ataque.Luxemburgo não negou que ficou emocionado com a vitória. "Acreditei até o último minuto. É mais uma prova que não se pode deixar de acreditar nunca até o jogo encerrar", disse o técnico. Antes de pensar na primeira partida da decisão contra o Botafogo, domingo, o treinador tem outra decisão pela frente contra o Atlético-PR, quarta-feira, no Pacaembu, no primeiro jogo pelas quartas-de-final da Copa do Brasil. Desta vez, ele não poderá escalar um time reserva, como ocorreu no segundo jogo contra o Flamengo-PI, na quarta-feira pela competição nacional.O vice-presidente de Futebol do Corinthians, Antonio Roque Citadini, defende os dois jogos das finais do Paulista no Morumbi. A diretoria do Botafogo quer levar a primeira partida da final para Ribeirão Preto, alegando que o Estádio Santa Cruz tem condição para realizar o jogo."Mas o mando é da Federação Paulista de Futebol e o correto é que os jogos sejam no Morumbi. Nós já jogamos muito no interior", disse o dirigente. A equipe do Corinthians volta ao treino nesta segunda-feira à tarde no Parque São Jorge preparando-se para uma semana de jogos decisivos.

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