Matthias Schrader/AP
Matthias Schrader/AP

Pep Guardiola vai ler manifesto em ato pela independência da Catalunha

Ex-treinador do Barcelona é voz ativa pela independência da região onde nasceu

O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2017 | 10h43

O técnico do Manchester City, Pep Guardiola, vai participar no próximo domingo, 11, de um ato que pede a realização de um referendo para a independência da região da Catalunha, na Espanha.

De acordo com o jornal Marca, o ex-técnico do Barcelona vai ler um manifesto da causa durante o evento, que é organizado pela Assembleia Nacional Catalã (ANC) e pela Associação de Municípios pela Independência.

Não é a primeira vez que Pep se envolve na causa. Nas eleições regionais de 2015 na região, o treinador foi uma das vozes ativas de apoio à coligação independentista Juntos pelo Sim (Junts pel Sí, em catalão), que elegeu 62 dos 135 deputados do Parlamento Regional da Catalunha.

Durante a campanha eleitoral, Pep lamentou não ter tido a oportunidade de defender a seleção da Catalunha quando era jogador. Nascido em Santpedor, ele garantiu que "cedo ou tarde" o processo de independência vai acontecer.

INDEPENDÊNCIA DA CATALUNHA PODE AFETAR CAMPEONATO ESPANHOL

A possível separação da região da Catalunha do resto da Espanha poderia impactar o Campeonato Espanhol.  De acordo com o presidente da Liga Espanhola, Javier Tebas, clubes da região, como o Barcelona e o Espanyol, poderiam deixar de disputar o torneio.

“A lei é muito clara. Caso a Catalunha se torne independente, o Barcelona deixará de jogar no campeonato espanhol. Os únicos clubes não espanhóis que podem competir são os clubes de Andorra."

O movimento de independência já trouxe consequências para o Barcelona. Em 2015, a UEFA aplicou uma multa de 30 mil euros (R$ 108 mil) ao clube depois que torcedores exibiram bandeiras separatistas na final da Liga dos Campeões daquele ano, quando o Barcelona se tornou campeão sobre a Juventus. 

A entidade que controla o futebol europeu anunciou com base no seu código disciplinar, que proíbe uso de "gestos, palavras, objetos e qualquer coisas que tentem transmitir qualquer mensagem que não combine com o evento esportivo, particularmente, mensagens políticas, ideológicas, religiosas, ofensivas e de natureza provocativa."

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