Pequenos dão as cartas na artilharia do Campeonato Paulista

Principais goleadores da competição são de equipes menores; artilheiros dos grandes andam discretos

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2016 | 07h00

Os artilheiros dos clubes grandes andam negando fogo neste Campeonato Paulista. Ricardo Oliveira, Calleri, Alecsandro e cia. têm visitado pouco as redes adversárias. Os goleadores dos times considerados pequenos estão aproveitando a brecha e se destacando. Atualmente, a briga pela artilharia envolve Roger, William Pottker e Pedro Carmona, entre outros.

A 13.ª rodada do Paulista começa nesta quarta-feira com o atacante Roger, do Red Bull, liderando a artilharia com 9 gols. Pottker, do Linense, tem 7, enquanto Everaldo, do Água Santa, e Pedro Carmona, do Novorizontino (já esteve no Palmeiras), somam 6 gols cada. Rodrigo Andrade, fez 8 gols no campeonato, mas está fora de combate porque brigou com o técnico do Audax, Fernando Diniz, e teve o contrato rescindido.

Enquanto isso, os máximos artilheiros dos grandes são o palmeirense Alecsandro e o corintiano Romero. Cada um marcou 5 vezes.

Artilheiro dos bons quando jogava, Careca não tem diagnóstico preciso sobre essa aparentemente disparidade. Mas arrisca alguns indícios. “Os times pequenos têm tempo maior de preparação do que os grandes e isso ajuda no entrosamento e no aproveitamento’’, disse. “E também há o fato de que a gente não tem mais grandes referências de artilheiros’’, complementa o goleador do Paulista de 1985, quando defendeu o São Paulo e fez 26 gols.

Andarilho da bola - já jogou em mais de uma dúzia de times, entre eles Palmeiras, São Paulo e Fluminense -, Roger chegou ao Red Bull no início do ano com a firme disposição de lutar pela artilharia do Paulista. “É algo que me move e é uma esperança que eu tenho. Vou buscar essa artilharia”, disse durante a apresentação. Até agora, está vencendo a disputa e tem grande chances de se manter na briga, pois a equipe sediada em Campinas tem boas chances de chegar às oitavas de final.

Nesta quinta-feira, Roger vai fazer uma espécie de “duelo de artilheiros’’ com Pedro Carmona, pois Red Bull recebe o Novorizontino, atual detentor do melhor ataque do Paulista, com 22 gols.

Carmona credita os gols que vem fazendo ao entrosamento do time e também ao fato de ter uma sequência de partidas. "Onde tive sequencia, fiz gols. Em 2014 era artilheiro do Pernambucano com 6 gols em 8 jogos (pelo Náutico), mas rompi os ligamentos do joelho e não pude dar continuidade. Atribuo o meu momento ao bom funcionamento da equipe e minha sequencia de jogos. Todo jogador precisa de sequencia pra mostrar do que é capaz'', diz.

Para ele, não é surpreendente jogadores de times menores comandarem a briga pela artilharia do campeonato. "O Campeonato Paulista é cheio de jogadores de Série A e B. São competentes e muitas vezes esses jogadores reforçam as grandes equipes.''

Jejum

Também é comum artilheiro viver seca de gols. William Pottker é exemplo disso. Comandou a artilharia do campeonato por algum tempo, mas não marca há quatro partidas e parou nos 7 gols. Nesta quarta, contra o São Paulo, espera pôr fim ao jejum. Seja como for, o jogador que está em Lins emprestado pelo Figueirense, já chamou a atenção de dois grandes paulistas, que cogitam a sua contratação: Santos e Corinthians.

Com a primeira fase do Paulista na reta final, a importância dos artilheiros dos times pequenos aumenta ainda mais, pois podem ser fundamentais para que seus times sigam em frente na competição. Mesmo porque, só assim, eles se conseguirão manter à frente na artilharia.

 

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    Campeonato Carioca também tem artilheiros de times pequenos

    Tiago Amaral, do Volta Redonda, e Almir, do Bangu, são os goleadores

    Almir Leite, O Estado de S.Paulo

    30 de março de 2016 | 07h00

    O Campeonato Carioca vive o mesmo fenômeno que o Paulista: seus principais artilheiros são jogadores de times considerados pequenos. O maior goleador no momento é Tiago Amaral, do Volta Redonda, que marcou 9 gols. Atrás dele vem o meia Almir, do Bangu, com 7. Só então aparecem jogadores de clubes grandes: Fred, do Fluminense, e Riascos, do Vasco, fizeram 6 gols cada.

    Nenhum dos dois principais artilheiros do Carioca é garoto. Tiago Amaral tem 31 anos; Almir, 33. Ambos fizeram suas carreiras, basicamente, em equipes pequenas.

    Tiago Amaral tem grande afinidade com o Volta Redonda. Está no clube desde 2011, com rápida passagem pelo futebol capixaba em 2012. No ano seguinte, foi artilheiro da Copa Rio pelo time da Cidade do Aço, com 10 gols.

    Almir é um velho conhecido da torcida carioca. Aos 33 anos, o jogador revelado pelo Botafogo, onde ficou por quase cinco anos, está em sua quarta passagem pelo Bangu - antes, jogou em Moça Bonita em 2012, 2014 e em 2015. 

    O meia faz sucesso neste Carioca após frustrante passagem pelo Flamengo nos últimos nove meses do ano passado, quando pouco jogou e não marcou um golzinho sequer.

    Esta noite, ambos terão oportunidade de ampliar sua artilharia. O Volta Redonda enfrenta o Botafogo e o Bangu encara o Fluminense. Os jogos, com início às 19h30, são válidos pela quarta rodada da Taça Guanabara.

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