Pequenos do Rio crescem na crise

A supremacia das equipes de menor investimento ante os clubes grandes do Rio evidenciou a situação caótica do futebol carioca. Se até o ano passado os maus desempenhos estiveram restritos ao Campeonoato Brasileiro, desta vez, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco estão repetindo os sucessivos vexames até na competição em que se revezavam na liderança e, conseqüentemente, cederam seus lugares de destaque a times como Cabofriense, Volta Redonda, Americano, Friburguense, Olaria, Madureira...Em anos anteriores, os clubes de menor investimentos participavam como coadjuvantes do Carioca. Uma vez ou outra ameaçavam os quatros grandes do Rio, mas nunca chegaram ter a capacidade de quebrar a hegemonia dos principais clubes, como neste ano.A resposta para o crescimento está no investimento em infra-estrutura, aliado a formação de times com jogadores de médio nível técnico, atletas sem estrelismos ou vaidades. O Volta Redonda, por exemplo, construiu um moderno estádio com capacidade para 20 mil torcedores e tem em seu elenco o veterano atacante Túlio, ex-Botafogo. Já o Cabofriense, beneficiada com os royalties do petróleo de Cabo Frio, contratou o técnico Paulo César Gusmão, ex-auxiliar de Vanderlei Luxemburgo.Dentre Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco, apenas alvinegros e vascaínos ainda têm chances de chegar à semifinal do Carioca. Mesmo assim, ambos os clubes têm tido uma campanha irregular na competição.Dos quatro grandes, o Botafogo é o de melhor retrospecto, já venceu duas vezes, empatou uma e vai perdendo, por 1 a 0, uma partida inacabada, contra o Friburguense. O confronto foi interrompido no intervalo do jogo, por causa da falta de energia, e será complementado neste sábado.

Agencia Estado,

03 de fevereiro de 2005 | 19h15

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