Pequenos querem mais verba da TV

Sete clubes dos 26 que integram a 1ª Divisão do futebol brasileiro neste ano estão em pé de guerra contra o monopólio do Clube dos 13, principalmente quanto à distribuição das cotas fixadas pelo Rede Globo para o campeonato que começa no próximo dia 10 de agosto. A emissora destinou R$ 132 milhões para 19 clubes tidos como os principais do país, e apenas R$ 6 milhões para outros sete clubes - São Caetano, Paysandu, Gama, Ponte Preta, Juventude, Paraná e Figueirense. Numa reunião realizada no começo da tarde desta terça-feira no Hotel Wall Street, em São Paulo, os sete excluídos - apenas o São Caetano esteve ausente, mas delegou poderes aos dirigentes do Paraná e da Ponte Preta para representá-lo - decidiram elaborar uma documento que será entregue nesta quarta, às 11h, aos dirigentes do Clube. Nesse documento, que será entregue por diretores do São Caetano, Ponte Preta e Paraná, reivindicam espaço e atenção nas reuniões da entidade.No caso da divisão do bolo, o documento não define valores, mas observa que deve ser levado em conta a média do que recebe o Goiás por sua participação no campeonato. Por esse critério, os sete teriam aumentado a cota que cabe a cada um, hoje em torno de R$ 800 mil. Os clubes querem também "maior espaço da liga nacional", discutir critérios sobre jogos, tabela e arbitragem.Em defesa dos excluídos - Segundo o presidente do Paysandu, Arthur Tourinho, os "excluídos" não estão sendo ouvidos para nada nas reuniões do Clube dos 13. "Somos tratados de maneira discriminada", protestou o presidente do Papão. Ele disse que o clube paraense não está pondo as "manguinhas de fora", como chegaram a afirmar alguns jornais, mas cobrando um melhor tratamento por aquilo que tem demonstrado dentro e fora de campo."Foi o Pará, representado pelo Paysandu e sua maravilhosa torcida, quem salvou a Copa dos Campeões, que nas outras sedes foi um fracasso", ressaltou Tourinho. Ele lembrou que durante a reunião desta terça, o dirigente do Gama, Paulo Goiás, também reclamou do tratamento recebido por parte dos dirigentes dos grandes clubes do Rio e de São Paulo. "Não é possível que o Flamengo receba R$ 20 milhões, enquanto Paysandu e São Caetano, que estão provando o seu valor, fiquem com apenas R$ 800 mil", resumiu o dirigente do Paysandu.Tourinho argumenta que não está querendo discriminar o Flamengo, que é uma grande força futebolística, assim como Corinthians, Vasco, Palmeiras e São Paulo. "A gente concorda que esses clubes recebam um tratamento diferenciado, mas o que não tem cabimento é dividir R$ 132 milhões por 19. Isto é absurdo".

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