Paulo Whitaker / Reuters
Paulo Whitaker / Reuters

Péricles Bassols explica cartões para Moisés e Luan por comemorações

Juiz da partida afirma que razão foi o tempo excessivo utilizado nas celebrações

Estadão Conteúdo

23 de julho de 2018 | 14h46

Na partida entre Palmeiras e Atlético-MG, Moisés, que marcou o primeiro gol do time paulista e Luan, que marcou o primeiro da equipe mineira, tomaram cartões amarelos após as comemorações. Péricles Bassols, o juiz da partida, escreveu que a razão foi o tempo excessivo que as celebrações tomaram na súmula publicada após a partida.

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Após marcar, Moisés deu uma cambalhota e bateu a câmera de um fotógrafo no chão, como se estivesse batendo um cajado de "profeta". Luan, por sua vez, correu em direção à bandeirinha de escanteio, fez uma dancinha e foi abraçado pelos companheiros do banco de reservas. A bola ficou parada por um minuto e quarenta segundos nos dois casos, até que o jogo fosse reiniciado.

"O momento mais marcante do futebol é o gol. Não teve exagero nenhum. Não fiz nada que fosse proibido. Dei uma cambalhota e depois peguei a câmera do fotógrafo para simbolizar um cajado. Quando eu viro, o juiz está me esperando para dar amarelo. Está ficando muito chato", desabafou Moisés após a partida.

Moisés ainda fez um comentário inusitado. Disse ter agradecido a Deus por não ter marcado um eventual segundo gol. O motivo é que planejava comemorar de forma irônica, pedindo desculpas ao árbitro - o que, em sua avaliação, poderia lhe custar uma expulsão. "Deus não me deixou fazer o segundo porque eu iria pedir desculpas ao árbitro e então poderia ser expulso pela ironia", contou.

Na súmula, Bassols também justificou o cartão vermelho que aplicou a Matheus Galdezani, do Atlético, após o apito final. "Expulsei com apresentação do cartão vermelho direto, após o término da partida, o sr. Matheus Galdezani, nº 20 da equipe do Atlético Mineiro, por ter entrado no campo de jogo, dirigindo-se à minha presença (círculo central do campo de jogo) e proferindo as seguintes palavras de maneira ofensiva: "falta um c..., falta um c..., falta um c...". Informa ainda que quando me encontrava na zona mista da arena, em direção ao meu vestiário, fui abordado pelo mesmo atleta expulso que passou a proferir outras palavras repetidamente: "ainda teve coragem de me expulsar seu safado", relatou na súmula.

 

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