Pernambucano lança candidatura à CBF

Ricardo Teixeira já tem um opositor declarado para a disputa da próxima eleição da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em junho de 2003. Trata-se do presidente da Federação de Futebol de Pernambuco, o advogado Carlos Alberto de Oliveira, de 60 anos, ex-deputado federal (eleito por três vezes) e ex-secretário de Justiça do Estado de Pernambuco. Ele anunciou nesta quarta-feira, em Fortaleza, que é candidato à presidência da CBF. Sua prioridade, se eleito, é mudar o horário dos jogos da seleção brasileira. "Vão ser disputados às 21 horas, queira ou não a TV. Quem quiser, que compre os direitos de transmissão. O futebol brasileiro não pode ser trocado por novela", afirmou Carlos Oliveira. Outra medida que tomaria seria contratar Carlos Alberto Parreira para dirigir a seleção. "É o melhor disparado e um sujeito de nível." Carlos Alberto de Oliveira já teria o apoio de nove federações, embora afirme publicamente que "certo mesmo, só tem um voto". Tem bom trânsito entre os presidentes de federações do Norte e Nordeste e vai começar um trabalho corpo a corpo com dirigentes de clubes. Na eleição da CBF, votam os presidentes das 27 federações e os dos clubes da Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro. O dirigente pernambucano tem um temperamento explosivo e é conhecido por declarações polêmicas. Foi o único presidente de federação em 2001 que pediu a renúncia de Ricardo Teixeira. Depois, voltou a defender o presidente da CBF. Mas agora, mudou a posição em relação à cúpula da entidade. Na tarde de terça-feira, em Fortaleza, discutiu asperamente com o secretário-geral da CBF, Marco Antônio Teixeira, tio de Ricardo. Eles participavam de uma reunião para "sepultar" o calendário quadrienal do futebol brasileiro. "Marco e Ricardo são boas pessoas, mas são equivocados, omissos. O nosso futebol precisa de comando", disparou Carlos Oliveira. O candidato assegurou que seu modelo ideal de Campeonato Brasileiro é com 26 clubes, com acesso e rebaixamento de duas equipes. "Vai ser cumprido o que ocorrer em campo. Se cair Flamengo ou Corinthians, vai ter de disputar a segunda divisão. Vai acabar esse negócio de influência política no futebol." Carlos Oliveira também defende deixar o primeiro semestre para a Copa do Brasil, campeonatos estaduais nos antigos moldes e curtos torneios regionais, com a disputa do Brasileiro de agosto a dezembro.

Agencia Estado,

27 Março 2002 | 16h30

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