Perrella é indiciado pela PF, mas nega acusação

A Polícia Federal abriu inquérito contra o presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, e seu irmão Alvimar de Oliveira Costa, antigo mandatário do clube, para apurar uma acusação de lavagem de dinheiro e evasão de divisas na venda do zagueiro Luisão para o Benfica, em agosto de 2003.

AE, Agência Estado

20 de maio de 2010 | 18h43

No inquérito, a Polícia Federal explica que o zagueiro da seleção brasileira foi negociado por US$ 2,5 milhões para o Central Espanhol Futebol Clube (Uruguai), time que seria utilizado como ''laranja'' pelo empresário Juan Figger.

Em seguida, segundo sustenta a PF, o clube uruguaio teria negociado Luisão com o Benfica por cerca de US$ 1 milhão a menos. Assim, os dirigentes mineiros teriam ocultado recursos não declarados ao fisco.

Também está sob investigação a venda do volante Ramires, que teria supostamente passado pelo mesmo ciclo Cruzeiro/Central Espanhol/Benfica.

Zezé Perrella, no entanto, se apressou em negar as acusações. Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira, o dirigente garante que o Cruzeiro realmente vendeu 100% dos direitos esportivos de Luisão a Juan Figger por US$ 2,5 milhões, através do Central Espanhol. Em seguida, o clube uruguaio teria negociado 50% dos direitos do jogador ao Benfica, por US$ 1,597 milhão, "em uma transação rotineira e comum no futebol".

Sobre a venda de Ramires, o dirigente explica que ela foi realizada diretamente com o clube português. E conclui que "a presidência garante que está tranquila com relação aos absurdos dos fatos noticiados, sem que exista nada a temer, assim como lamenta que as autoridades policiais não tenham tido o cuidado de nos ouvir, o que levaria todos esses fatos a serem esclarecidos".

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.