Perto da estréia, Emerson tem sensação de missão cumprida

O volante Emerson disse nesta sexta-feira que a sua sensação, ao chegar às vésperas da estréia da seleção na Copa do Mundo, é de satisfação e missão cumprida, por ter alcançado os objetivos que estabeleceu depois de ser cortado um dia antes da primeira partida do Brasil no Mundial de 2002."Trabalhei para voltar e espero estar logo em campo pra concretizar tudo isso. A minha ansiedade é muito grande", disse o volante, que era capitão do time de Luiz Felipe Scolari, mas sofreu uma lesão no ombro jogando como goleiro durante um rachão, na véspera do jogo contra a Turquia - Ricardinho foi chamado em seu lugar, e assim como Edmílson desta vez, Emerson não quis permanecer com o grupo.Titular absoluto com Felipão, Emerson demorou para garantir seu espaço depois que Carlos Alberto Parreira assumiu a seleção, em 2003. O técnico testou vários volantes, como Gilberto Silva (hoje na reserva), Renato, Kleberson, Júlio Baptista e Dudu Cearense, até entregar de vez a Emerson a camisa 5. O jogador, porém, diz que nunca desanimou. "Sou um cara persistente e luto pelos meus objetivos", contou."Eu pensava: tenho que voltar para a seleção, ser titular e estar de volta numa Copa", disse, durante entrevista concedida no hotel Kiempinski, em Königstein, onde a seleção se concentra para a partida contra a Croácia, terça-feira, em Berlim.Como vários jogadores, Emerson admitiu a ansiedade pela chegada desse jogo, e afirmou que a conquista do hexacampeonato seria a coroação de seu objetivo. "Para fechar com chave de ouro, só falta sair com o título", disse o volante, que não é um novato em Copas: em 1998 foi chamado às pressas para o lugar de Romário e entrou no segundo tempo contra Dinamarca, nas quartas-de-final, e Holanda, nas semifinais.

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