Perto de recorde no Santos, Rafael prefere o título

Rafael terá motivação especial na finalíssima do Campeonato Paulista contra o Corinthians, domingo, na Vila Belmiro. Se não tomar gol, como nos últimos seis jogos, ele vai ficar a apenas 40 minutos da marca história de 691 minutos sem ser vazado de Fábio Costa, em 2006.

SANCHES FILHO, Agência Estado

13 de maio de 2011 | 17h53

Mesmo estando muito perto deste recorde, em menos de um ano como titular, Rafael afirma que trocaria o sucesso individual pela faixa de campeão. "Não entro em campo pensando em bater recorde, mas se acontecer ficarei feliz. Prefiro muito mais ser campeão a alcançar a marca histórica. Estou lá para ajudar. O importante é a gente ganhar o título".

Se o 0 a 0 do primeiro jogo das finais se repetir, a decisão será em cobrança de pênaltis, o que não assusta Rafael. "Não penso ser herói, mas se a decisão for para os pênaltis, eu sei como todos eles batem", afirmou o goleiro santista. Ao contrário de Tite, Muricy não pôde preparar seus jogadores para as penalidades e Rafael pouco tem treinado fundamentos, em razão da maratona de jogos.

Para compensar, Rafael assistiu aos vídeos montados pela TV Santos com os últimos pênaltis cobrados pelos corintianos. "O aproveitamento deles contra o Deola (na semifinal contra o Palmeiras) foi de 100% porque, quando o pênalti é bem batido, o goleiro não pega. Mesmo acertando o canto em que a bola vai".

Rafael ainda pode se apoiar no excelente desempenho em cobranças dos adversários. Desde que se tornou titular, dos 10 pênaltis contra o Santos, ele defendeu quatro, três foram chutados para fora e apenas três convertidos.

Apesar de respeitar a força corintiana, Rafael considera que o título está mais para o Santos. "Temos uma oportunidade de ouro para ganhar o segundo título paulista seguido, diante da nossa torcida. Isso nos deixa feliz. No ano passado fizemos história conquistando pela primeira vez a Copa do Brasil para o Santos e agora temos a chance de ganhar a primeira decisão do Campeonato Paulista pelo sistema de mata-mata na Vila Belmiro", concluiu Rafael.

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