Perto de voltar, Dagoberto vê evolução no ataque são-paulino

Mesmo com as constantes mudanças no setor, jogador acredita que o time crescerá no Paulistão

Giuliano Villa Nova, O Estado de S. Paulo

14 de fevereiro de 2008 | 16h50

Adriano não tem sido o artilheiro que a torcida do São Paulo esperava, o técnico Muricy Ramalho ainda não encontrou a dupla ofensiva ideal e o entrosamento dos homens de frente está abaixo do esperado. Mesmo assim, o desempenho do ataque são-paulino não tira o sono de Dagoberto, que acredita no crescimento da equipe. "No ano passado, nosso trabalho também foi questionado e com um pouco mais de seqüência de jogos o entrosamento apareceu e os gols começaram a sair", observa o atacante, que pode voltar ao time contra o Marília, no domingo. "Pode ser que a gente não esteja jogando o futebol que o torcedor quer, mas é preciso ter paciência", pede. Veja também:  Aurélio Miguel vai concorrer à presidência do São Paulo Dagoberto desfalcou o São Paulo nos dois últimos jogos, diante do São Caetano e do Santos, pois sofreu uma lesão no músculo adutor da coxa direita, no empate por 0 a 0 contra a Ponte Preta. E lamenta ter perdido o lugar na equipe. "No momento em que eu estava conseguindo um bom entrosamento, tive esse problema", diz Dagoberto. Felizmente a recuperação foi rápida, e estou à disposição para atuar", comenta. O jogador garante que não se considera titular diante do Marília - teoricamente, Borges também briga pela posição - e elogia os companheiros de ataque. Mas, se tiver de jogar, atuará ao lado de Aloísio, que substituirá Adriano, suspenso. "Em 2007, nós dois tivemos um bom entrosamento, em razão da seqüência de jogos", resume. "Tomara que possamos fazer um bom trabalho novamente este ano", diz. Para o confronto de domingo, Dagoberto só está preocupado com a temperatura. "Dizem que em Marília faz muito calor às 16 horas", observa o jogador, que ainda não atuou na cidade. "Mas o jogo será difícil, mesmo, porque os times do interior ainda estão em melhores condições físicas do que a gente", opina o atacante são-paulino. NOVA CHANCEAlém de Dagoberto, Reasco também volta ao São Paulo contra o Marília. O lateral-direito reassume a posição no lugar de Joilson, que está contundido. "Espero aproveitar esta chance e jogar bem, porque não tenho muito tempo para mostrar serviço", comenta o jogador, cujo contrato com o São Paulo vence em agosto. "Para mim, já basta de lesões", afirma o equatoriano. Reasco será titular pela segunda vez no Estadual (entrou em campo contra o São Caetano) e perdeu muito espaço em razão das contusões. Em 2006, em sua estréia, contra o Goiás, sofreu uma lesão na fíbula. Recuperado, atuou apenas quatro jogos, quando sofreu uma fratura na perna direita, contra o Botafogo, que o deixou mais seis meses longe dos gramados. "Minha expectativa para jogar é muito grande. Sei que o São Paulo espera muito de mim e quero corresponder a isso", diz Reasco. Para o equatoriano, só um problema é maior do que as lesões: a comunicação com os companheiros. "Eu entendo tudo o que me dizem, mas na hora de falar, poucos compreendem", diz Reasco. De acordo com o lateral, a palavra em português que ele mais estranhou foi ‘fechar’ - quando usada para instruir o posicionamento do lateral. "Eu tive de ensinar o André Dias a falar ‘cerrar’, que em espanhol tem o mesmo sentido", conta. "Mas quando eu começo a falar rápido, não tem jeito: ninguém entende nada", diz. O elenco voltou a treinar a posse de bola, nesta quinta-feira pela manhã. Na sexta, é possível que o técnico Muricy Ramalho comande um treinamento de conjunto. Mas a escalação para o duelo com o Marília só deve ser divulgada no dia do jogo.

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