Ricardo Duarte/Agência RBS
Ricardo Duarte/Agência RBS

Perto do reinício do Brasileirão, Luxemburgo é demitido do Grêmio

Diretoria diz que não existia mais sinergia entre treinador, time e a diretoria

DIOGO COELHO E FÁBIO HECICO, O Estado de S. Paulo

29 de junho de 2013 | 12h13

SÃO PAULO - Vanderlei Luxemburgo não é mais técnico do Grêmio. O treinador foi demitido neste sábado pela manhã e sequer comandou o time no jogo-treino diante do Caxias no Estádio Olímpico. No reinício do Campeonato Brasileiro, o time será dirigido pelo auxiliar Roger Machado.

"Nós entendemos que tinha de haver uma mudança no ambiente, no cenário e optamos pela troca do treinador. Respeitamos muito o (Vanderlei) Luxemburgo, mas sempre as coisas pendem para a troca do treinador", afirmou o executivo de futebol do clube, Rui Costa.

Luxemburgo estava sem clima no clube desde a precoce eliminação nas oitavas de final da Libertadores diante do Independiente Santa Fé após enorme investimento. O treinador chegou a entrar em rota de colisão com alguns jogadores, como o centroavante Barcos, e já não tinha prestígio com a torcida. No jogo contra o São Paulo, na última rodada do Nacional, antes da pausa para a Copa das Confederações, ele chegou a ser vaiado antes de a bola rolar por deixar Elano no banco.

"Não existia mais sinergia entre o treinador, o time e o clube e mudamos antes que a situação ficasse insustentável", observou Rui Costa, que espera anunciar o substituto antes de o Brasileiro recomeçar, dia 6 de julho. "Claro que o clube tem pressa, mas ainda não temos uma definição e vamos trabalhar com toda a calma."

Alguns nomes de peso já surgem na pauta dos tricolores. Celso Roth, Renato Gaúcho e Muricy Ramalho largam na frente e o clube não descarta também investir em Paulo Autuori, descontente com os atrasos de salários no Vasco.

"A gente tinha de mudar para melhorar e sempre acaba sobrando para o treinador", disse Rui Costa, que vai se reunir com a diretoria do clube ainda neste sábado para iniciar os contatos com o novo treinador.

Costa revelou que Luxemburgo vinha num processo de observação desde a queda na Libertadores e que a direção optou pela demissão pelo "desgaste natural" e acreditando não existir mais o que o técnico fazer para melhorar. 

 

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