Peru e Paraguai jogam desfalcados

Paraguaios e peruanos, que estreiam na Copa América nesta quinta-feira, a partir das 19h30, na preliminar de Brasil x México, como todas equipes que estão na Colômbia, sofreram com desfalques de suas estrelas. Chilavert, Arce, Gamarra, Ayala e Roque Santa Cruz não vieram defender a seleção paraguaia e o Peru se ressente da falta de Miguel Miranda e Palácios, desfalques de última hora, além de lamentar a intransigência do Bayern de Munique em liberar o artilheiro Claudio Pizarro. Sérgio Markarián, do Paraguai, e Júlio César Uribe, peruano, recorreram à mesma solução em busca de uma atuação digna na Copa América. Trouxeram um time jovem, reforçado por alguns veteranos. Se a solução foi a mesma, a expectativa é diferente. Uribe não esconde que veio aqui iniciar um novo processo no Peru, formando jogadores para o futuro. Markarián fala em titulo. "Somos candidatos ao título. Aceito que não estamos com nosso time mais forte, mas nossa posição no futebol da América nos obriga a fazer um bom trabalho e a lutar pelo título". O Paraguai está em segundo lugar nas Eliminatórias para o Mundial, com 26 pontos. O time participou da Copa Kirim, no Japão, onde venceu a Iugoslávia e perdeu para os japoneses. Uma instabilidade que pode ser fatal na Copa América. O maior destaque do time que enfrenta os peruanos está no gol. Tavarelli, eterno reserva de Chilavert, tenta mostrar que pode um dia assumir um papel igual ao do titular. Fora de campo, luta para ser diferente de Chilavert, que recusou-se a vir à Copa América, alegando problemas de segurança. "A Colômbia é um grande país, merece organizar a Copa e eu estou muito feliz em estar aqui", repete Tavarelli, para alegria dos jornalistas e torcedores da Colômbia. O adversário de Tavarelli será comandado por um veterano em Copa América. É a sétima vez de José Guillermo Del Solar, volante de 1m87 e boa técnica. "Minha primeira Copa América foi em 87, na Argentina. O capitão do Peru era Uribe, que hoje é o nosso técnico. Essa competição é muito importante e fazer uma boa partida contra o Paraguai pode ser o início de bons dias para nós aqui na Colômbia", diz "Chemo" del Solar, de 33 anos, que prepara sua volta ao Universitário do Peru, depois de muitos anos na Europa, onde jogou em equipes como Tenerife, Valencia, Salamanca e Celta, todas da Espanha, Besiktas da Turquia e Malinas, da Bélgica. Mostra-se confiante em exercer seu papel de mais velho. "É importante ter jogadores experientes no futebol. Gosto de ver como os garotos procuram em mim um exemplo e não posso decepcionar a ninguém".

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