Karel Navarro/AP
Karel Navarro/AP

Peruanos do Real Garcilaso pedem perdão a brasileiros após ato racista

Treinador e jogadores da equipe lamentam o ocorrido em partida da fase de grupos da Libertadores

O Estado de S. Paulo

14 de fevereiro de 2014 | 05h00

CUZCO - A diretoria do Real Garcilaso manteve silêncio a respeito dos episódios ocorridos em Huancayo, cidade a 700 km de Cuzco, sede em que o time foi fundado em 2009. A equipe não pode jogar em casa porque o estádio Inca Garcilaso de la Vega está em reformas. Coube ao técnico Freddy García e aos jogadores do time lamentarem publicamente as ofensas racistas direcionadas ao brasileiro Tinga, do Cruzeiro, durante jogo da Copa Libertadores.

"Não vi o que aconteceu, mas é algo muito triste. Pedimos desculpas ao Cruzeiro e ao jogador", afirmou García após a partida. "Vamos investigar o que ocorreu porque o Real Garcilaso é uma grande equipe e não pode se vincular a episódios dessa natureza."

O goleiro Juan Pretel usou o Twitter para pedir desculpas. "O racismo é repulsivo em todos os sentidos. Espero que não volte a acontecer em um estádio, e menos ainda no Peru. Perdão, amigos brasileiros”", escreveu. Capitão da equipe, o zagueiro Joel Herrera fez o mesmo, logo após o jogo. "De madrugada, voltando (da partida), lamentando e repudiando os atos de racismo. Não ao racismo."

Os atos discriminatórios direcionados a Tinga no Estádio IV Centenário ofuscaram a conquista de uma vitória considerada histórica no Peru. O Real Garcilaso foi fundado há apenas cinco anos e disputa a Copa Libertadores pela segunda vez. Em sua estreia, no ano passado, chegou até as quartas de final, mas foi eliminado pelo Independiente Santa Fé, da Argentina.

A Federação Peruana também expressou seu "repúdio" em relação aos acontecimentos em Huancayo e demonstrou "solidariedade com aqueles que se sentiram atacados."

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