Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Pesquisa mostra que torcida do Corinthians 'adotaria' naming rights da Arena

Estudo aponta que 91,3% dos corintianos passarão a chamar a Arena pelo novo nome caso ocorra acordo com empresa

Daniel Batista e Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2017 | 17h00

Desde a fundação da Arena, em 2014, o Corinthians tenta vender o naming rights, mas não tem sucesso. Um dos problemas mais citados pelos representantes do clube é o fato de as empresas desconfiarem de que a torcida não passará a chamar o estádio pelo nome de batismo, como o antigo Palestra Itália virou Allianz Parque. A diretoria, porém, conta com um estudo que prova exatamente o contrário do que pensam os empresários. Segundo pesquisa, 91,3% dos torcedores aceitariam a mudança de nome da arena, hoje chamada de Arena Corinthians.

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O Estado teve acesso a uma pesquisa inédita feita pelo Corinthians e organizada pela Aramatore. O estudo mostra uma alta porcentagem de aceitação dos torcedores para o nome de uma eventual empresa que feche o naming rights do estadio.

Os pesquisadores fizeram várias perguntas para torcedores e, ao cruzar as respostas dadas, chegou-se aos números que mostram que 67,9% dos corintianos apresentam uma aceitação alta pelo nome do estádio e mais 23,4% como média alta, totalizando os 91,3%.

Com esses dados em mãos, o Corinthians espera ter mais argumentos para negociar com interessados em exibir a marca no nome do estádio. Uma das dificuldades alegadas por empresários é que o fato de o estádio já existir há muito tempo e ser chamado pelos torcedores de Arena Corinthians fará com que dificilmente os corintianos passem a chamá-lo por outro nome.

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Inicialmente, o clube queria R$ 400 milhões no naming rights, mas já admite a possibilidade de fechar por um valor menor. Em julho deste ano, o presidente Roberto de Andrade concedeu entrevista exclusiva ao Estado, em que admitiu que a diretoria errou ao demorar para acertar com um nome para a arena. Em seguida, culpou a crise econômica do Brasil.

"Nós deixamos para ir atrás disso (naming rights) quando a arena estava praticamente pronta. Erramos, podemos dizer assim, em esperar a arena ficar pronta. Pegamos um outro momento do País", disse o dirigente. "Nós não temos bola de cristal. O Brasil naquela época estava muito bem, tudo crescendo e indo maravilhosamente bem. Não esperávamos que fosse acontecer tudo isso", completou.

Um dos responsáveis por transformar a Arena em algo real, Andrés Sanchez, é candidato à presidência do Corinthians e sempre que questionado sobre o assunto ele mostra irritação. O ex-presidente do clube afirmou diversas vezes que o naming rights estava próximo de ser concretizado, mas o acordo nunca ocorreu.

Atualmente, não existe conversa com nenhuma empresa sobre o assunto. As notícias negativas sobre a arena, como queda de placas de mármore, dívidas e possíveis ligações com a Lava Jato afastaram interessados. Além disso, o Corinthians alega que as negociações estavam paradas por causa do refinanciamento da dívida com a Caixa Econômica Federal. Com a volta do pagamento, a expectativa é de que algumas conversas possam ser retomadas.

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