Trabalhos acadêmicos determinam o pênalti perfeito

Pesquisas na USP, em Liverpool e Israel na última década podem resolver os problemas de Corinthians e Barcelona

O Estado de S.Paulo

06 de maio de 2016 | 12h17

Contando somente os jogos eliminatórios de torneios continentais desta semana (Liga dos Campeões, Liga Europa e Copa Libertadores), oito pênaltis foram assinalados com metade convertida e os outros quatro, defendidos pelos goleiros. 

Esse cenário tem sido constante na atual temporada. Na Europa, o principal expoente em desperdício de pênaltis é o Barcelona. Somando Liga dos Campeões, Campeonato Espanhol, Copa do Rei e Mundial, o clube catalão teve 24 oportunidades a 11 metros do gol, marcando 14 e perdendo 10. 

No Brasil, quem se destaca negativamente é o Corinthians. Levando em conta as penalidades na Libertadores e no Paulistão, tanto no tempo normal e como em disputa de pênaltis, foram 11 chances na marca da cal. Apenas quatro viraram gols, contra sete desperdícios. 

Um estudo da Universidade de John Moores, localizada na cidade de Liverpool, em 2009, buscou definir os aspectos que fazem um pênalti perfeito. De acordo com a pesquisa, o ideal o batedor tomar uma distância de cinco a seis passos. Mais do que isso, as chances de erro aumentam. Os ingleses também concordaram que a velocidade ideal para a bola chegar no gol é de 105 km/h. 

O grupo de esportes do Laboratório de Fisiologia do Comportamento, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, liderado pelo Professor Dr. Ronald Ranvaud, também tentou determinar a maneira correta de bater um pênalti. Para tanto, a baliza foi divida em 24 áreas e o resultado determinou que as chances de acerto são superiores se a bola passar entre os quatro retângulos superiores de cada lado do gol, de 1,80m de altura e 1,60m de largura. Além disso, a velocidade mínima do chute deve ser de 80 km/h, o que impede que o goleiro chegue a tempo na bola.

Outro levantamento, feito por um grupo de cinco psicólogos de três institutos israelenses, analisou 286 cobranças de diversas ligas do mundo. Deste total, em 93,7% das chances penalidades (268) os goleiros pularam para um dos lado, sendo 49,3% para a direita (141) e 44,4% para a esquerda (127). Ao contrário de Ranvaud, da USP, esta pesquisa sugere que as chances de conversão aumentam se a batida for no meio. 

PÊNALTIS NA ÚLTIMA SEMANA (contando Liga dos Campeões, Liga Europa e Copa Libertadores)

Erros

Thomas Muller, do Bayern de Munique contra o Atlético de Madrid - Oblak defendeu (Liga dos Campeões)

Fernando Torres, do Atlético de Madrid contra o Bayern de Munique - Neuer defendeu (Liga dos Campeões)

Lucas Pratto, do Atlético-MG contra o Racing - Ibanez defendeu (Copa Libertadores)

André, do Corinthians contra o Nacional-URU - Conde defendeu (Copa Libertadores)

Acertos

Ibarbo, do Atlético Nacional-COL contra o Huracán-ARG (Copa Libertadores)

Marquinhos Gabriel, do Corinthians contra o Nacional-URU (Copa Libertadores)

Marco Ruben, do Rosário Central contra o Grêmio (Copa Libertadores)

Tevez, do Boca Juniors contra o Cerro Porteño (Copa Libertadores)

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