Petkovic fechará carreira com 'muito estilo', diz Renato

Veterano fará sua despedida oficial em 5 de junho, contra o Corinthians, no Engenhão

AE, Agência Estado

27 de maio de 2011 | 10h34

RIO - Depois de o Flamengo anunciar uma série de homenagens a Petkovic, que foi reintegrado ao elenco do clube e fará a sua despedida oficial do time no próximo dia 5 de junho, em jogo contra o Corinthians, no Engenhão, pelo Campeonato Brasileiro, o veterano jogador, de 38 anos, começa a ser reverenciado pelos seus próprios companheiros de equipe. Renato, que também atua como meio-campista, afirmou que a carreira do sérvio sempre foi vista por ele como uma inspiração.

"Eu procuro sempre aprender com os mais experientes. E com os mais novos também. Infelizmente ele passará pouco tempo com a gente, talvez não tenha o mesmo vigor físico de antes, mas tem muito a passar. Quem conviveu com ele, aprendeu muita coisa", disse Renato, em declaração publicada nesta sexta-feira pelo site oficial do Flamengo.

O meia afirmou que participar do jogo de despedida de Petkovic será marcante para ele, que aposta em um adeus de gala do sérvio. "Ele é um ídolo da torcida e, sem dúvida, vai encerrar sua carreira com muito estilo", acrescentou.

Renato, assim como Petkovic, tem como uma das suas principais características a facilidade de bater bem na bola. Por causa disso, ele se reveza com Ronaldinho Gaúcho na condição de cobrador de faltas do Flamengo. E foi em uma cobrança de falta, há exatos dez anos, que o meia sérvio marcou o gol que pode ser considerado o mais importante de sua trajetória com a camisa flamenguista.

No dia 27 de maio de 2001, Petkovic acertou um lindo chute com curva em cobrança de falta de longa distância, no Maracanã, no ângulo do goleiro Helton, garantindo a vitória por 3 a 1 sobre o Vasco que deu ao Flamengo o título do Campeonato Carioca daquele ano. Dez anos depois do feito, o sérvio ainda lembra com saudade daquele momento.

"Eu tentava me isolar de tudo e só pensava na trajetória da bola, a trajetória que ela teria que tomar para entrar no gol. Não via nem ouvia a torcida. Não via nem ouvia nada. Só fui ter noção de como tudo aconteceu quando vi as imagens. Quando bati na bola, olhei, olhei... Só confiei que entrou depois que a torcida explodiu", revelou Petkovic, que, por causa da condição de ídolo do Flamengo, também será homenageado em amistoso contra o Estrela Vermelha, seu ex-time, em Belgrado, na Sérvia, no dia 9 de agosto, e ainda será nomeado embaixador do clube carioca.

"Eu não vi o gol do Pet, em 2001, na hora. Mas vi depois, é claro. Foi um gol muito importante e, da distância que ele cobrou, a velocidade é impressionante", disse Renato.

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