Petraglia nega ameaça e diz que xingou

O presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR, Mário Celso Petraglia, negou nesta segunda-feira ter feito ameaças contra jogadores ou diretores do São Paulo na partida de sábado, quando o time paulista perdeu por 4 a 2. Mas admitiu ter xingado o zagueiro Alex, do São Paulo, chamando-o de "assassino". Ele afirmou ter ido ao vestiário logo após o lance em que o meia Fabrício sofreu fratura na tíbia e lesão nos ligamentos do joelho, após uma dividida com Alex. Lá, encontrou a mulher e a filha do jogador chorando. "Vi o joelho do jogador e os médicos me disseram da gravidade. Me deixou um pouco fora de mim", confessou. Petraglia disse que "lamentavelmente" encontrou Alex entrando no vestiário. Ao perguntar o motivo pelo qual entrara daquela forma na jogada, "ele (Alex) foi irônico". "Aí disse: olha, meu amigo, você machucou nosso jogador, isso é coisa de jogador assassino". Nesta segunda, Petraglia reconheceu ter se "excedido". "Não levaria a nada. Já tinha acontecido", lamentou. Segundo ele, o médico do São Paulo também teria reagido ironicamente. "Daí, saiu outro membro da delegação, de dentro do vestiário, e começou a gritar. Eu também reagi contra ele". O dirigente acentuou não ter medo de qualquer denúncia que possa ser feita ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva. "Quem acusa tem o ônus da prova", disse. "O tribunal vai fazer o julgamento e estaremos prontos para cumprir o que for determinado". Petraglia aproveitou para reclamar da segurança e conforto oferecidos no Morumbi, onde a diretoria atleticana teria passado no meio da torcida para chegar ao camarote, no jogo da final da Libertadores. "Aqui não há pressão, desconforto ou maus tratos", afirmou. Segundo o dirigente, a rivalidade contra o São Paulo aumentou em função de "politicamente" o time paranaense ter sido impedido de disputar a primeira partida da final da Libertadores na Arena. "O São Paulo sempre fugiu da Arena porque sabe da magia que ela tem, da força da nossa torcida", cutucou. "Desde a inauguração da Baixada, o São Paulo jamais ganhou aqui".

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