Fabrizio Bensch / Reuters
Fabrizio Bensch / Reuters

PF abre Operação Cartão Vermelho e apura desvios na obra da Fonte Nova

Valores utilizados para pagamentos de propinas e financiamento de campanhas pode chegar a 450 milhões de reais

Julia Affonso, Estadão Conteúdo

26 de fevereiro de 2018 | 10h42

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira a Operação Cartão Vermelho. Agentes fizeram buscas na casa do ex-governador Jaques Wagner (PT) e também na Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Governo do Estado, pasta comandada pelo petista.

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A ação cumpre sete mandados de busca e apreensão no âmbito da investigação que apura irregularidades na contratação dos serviços de demolição, reconstrução e gestão da Arena Fonte Nova, em Salvador, que foi um dos palcos da Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil.

Em nota, a PF informou que ‘dentre as irregularidades já evidenciadas no inquérito policial estão fraude a licitação, superfaturamento, desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro’.

"Conforme apurado durante as investigações, a licitação que culminou com a Parceria Público Privada nº 02/2010 foi direcionada para beneficiar o consórcio Fonte Nova Participações - FNP, formado pelas empresas Odebrecht e OAS", afirma a PF.

"A obra, segundo laudo pericial, foi superfaturada em valores que, corrigidos, podem chegar a mais de R$ 450 milhões, sendo grande parte desviado para o pagamento de propina e o financiamento de campanhas eleitorais."

Os mandados - expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região - estão sendo cumpridos em órgãos públicos, empresas e endereços residenciais dos envolvidos no esquema criminoso, e têm por objetivo possibilitar a localização e a apreensão de provas complementares dos desvios nas contratações públicas, do pagamento de propinas e da lavagem de dinheiro.

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