PF ainda investiga o árbitro Danelon

O árbitro Paulo José Danelon, do quadro da Federação Paulista de Futebol, ainda não teve sua prisão decretada por falta de provas. Ele também foi investigado pela Polícia Federal e teve sua ligações grampeadas nos últimos meses. Ocorre que em nenhum momento os promotores do Gaeco e os agentes da PF conseguiram ouvir nas gravações provas irrefutáveis do seu envolvimento com a quadrilha que pagava o árbitro Edílson Pereira de Carvalho para arranjar resultados de jogos do Paulista, da Libertadores e do Brasileiro.?Ainda estamos cruzando as informações e agora vamos também trabalhar nessa segunda fase da operação com o que obtivermos dos interrogatórios. Todas as informações serão cruzadas?, explicou o promotor Roberto Porto, do Gaeco.A PF acredita na participação de Paulo José Danelon no esquema. Se não tiver a prisão decretada por falta de provas, ele pelo menos será ouvido em depoimento na sede da Polícia Federal. Dois assistentes de arbitragem também da FPF estão sendo investigados. Seus nomes ainda não foram revelados.?Há ainda muitas outras pessoas envolvidas, outros árbitros, que terão seu nomes revelados de acordo com o andamento das investigações?, disse o promotor Roberto Porto.A Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf) enviou um advogado para orientar Edílson Pereira de Carvalho em sua prisão temporária. Trata-se de Francisco Vitor, que já esteve sábado na sede da Polícia Federal. Ele chegou a dizer que a Anaf também o orientou a defender Paulo José Danelon, que ainda não foi sequer preso.?Quando se pega uma quadrilha bem estruturada, que tem como meta cooptar árbitros de futebol, é claro que nomes surgem. O torcedor saberá, ao longo e término das investigações, todos que participaram desse esquema?, garantiu o promotor Roberto Porto.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.