PF nega ter apontado arma a Maradona

A Polícia Federal (PF) negou que seus agentes tenham apontado armas e ameaçado Maradona durante o tumulto provocado pelo grupo que acompanhava o argentino, na manhã de quinta-feira, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio. A assessoria de imprensa da PF informou que não emitiria uma nota oficial e que o delegado responsável pelo caso, Marcelo Nogueira, também não falaria sobre as declarações de Maradona.Ao chegar à Argentina, na noite de quinta-feira, depois de ficar cerca de nove horas detido no Brasil, Maradona afirmou que um agente da PF o ameaçou com uma arma no pescoço.A PF limitou-se a esclarecer que o procedimento de se portar armas até o local de tumultos em aeroportos é comum, porque os agentesprecisam estar preparados, inclusive, para conter casos de terrorismos.?Os policiais foram chamados para conter um tumulto. Nem se sabia que o Maradona estava envolvido. Ao chegarem lá e verificarem que eraapenas uma briga sem grandes conseqüências, as armas foram guardadas. As imagens do circuito de segurança comprovam isso?, destacou a assessoria de imprensa da PF.Ao contrário do que afirmou Maradona, a Infraero, responsável pela administração dos aeroportos brasileiros, emitiu uma nota confirmando que o ex-jogador e seus 4 amigos causaram danos no aeroporto, por causa do tumulto provocado ao chegarem atrasados, perderem o vôo e tentarem entrar à força no avião que os levaria de volta à Argentina. De acordo com o documento da Infraero, Maradona e seus amigos, ao forçarem a passagem pelo portão 28 do aeroporto, ?arrebentaram o fecho eletrônico e também a alça da porta de enrolar da passarela?. ?Por causa da interdição para reparos na passarela, os vôos que seriam destinados àquela posição foram realocados para posição remota, causando desconforto aos passageiros.?A confusão provocada no Tom Jobim, quando tentava regressar para a Argentina, depois de vir ao Brasil para participar de um jogo beneficente provomido por Zico na noite de quarta-feira, rendeu a Maradona uma autuação por desacato. E, se for considerado culpado, ele poderá ser condenado a uma pena entre seis meses a dois anos de prisão. Já os dois amigos do ex-atleta, identificados como Sergio Alejandro e Alejo, ainda responderão ao crime de dano patrimonial, com previsão de pena entre seis meses a três anos.

Agencia Estado,

23 de dezembro de 2005 | 15h10

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