Piá consegue alvará, mas continua preso

O meia Piá, do Santa Cruz, obteve nesta sexta-feira à tarde uma vitória na sua briga com a Justiça. Ele conseguiu um alvará de soltura concedido pelo juiz Luiz Augusto Barrichello Neto, da 2.ª Vara Cível de Limeira, mas ainda assim continuará atrás das grades por mais algum tempo devido a outro processo, por falta de pagamento de pensão alimentícia.Em audiência realizada nesta tarde, pela acusação que sofreu de porte ilegal de arma, o ex-jogador de Ponte Preta, Corinthians e Portuguesa concordou em cumprir uma pena de três salários mensais em cestas básicas, que serão destinadas ao Asilo João Khil Filho, em Limeira. Assim ele voltará a cumprir, em liberdade, sua pena de um ano de prisão em regime aberto.O problema, agora, é com relação à Justiça Cível. Piá cumpre pena administrativa de 60 dias, por falta de pagamento de pensão alimentícia de um filho de 11 anos, cuja maternidade foi reconhecida também na Justiça, através exame de DNA. O valor inicial de R$ 43.500,00 foi corrigido e o jogador precisa quitar um débito de R$ 64.382,92 referente a 23 meses. Na segunda-feira, um dia após ser preso, Piá pagou R$ 7,2 mil, que corresponderia aos últimos três meses. Ele não teria recursos para pagar o restante."O Piá não tem condições de pagar totalmente essa dívida. A situação financeira dele não é boa", explicou o advogado Sérgio Baptistella, que cuida do jogador. Ele foi preso domingo, momentos antes do jogo entre União Barbarense e Santa Cruz, pela 11.ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. O advogado aguarda uma decisão de recurso, que corre em São Paulo (SP), e espera reverter a situação. Por enquanto, Piá continuará preso na Carceragem da Vila Cristóvam, em Limeira (SP).

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.