Picerni busca atacante para Azulão

Resultado ruim? Para o técnico Jair Picerni, do São Caetano, o empate por 1 a 1 com o Cruz Azul, do México, terça-feira à noite, pela Taça Libertadores da América, no Estádio Anacletto Campanella, não pode ser avaliado desta forma. Ele considerou normal a estréia do time do ABC em competições internacionais. "Foi uma experiência nova para nossos atletas. Não podemos nos desesperar, pois estamos no início da competição." Apesar disso, Picerni tenta resolver alguns problemas. Encontrar um atacante titular e trazer de volta o espírito guerreiro apresentado pelo time na Copa João Havelange são as metas.O São Caetano volta a atuar pela Libertadores no dia 15, contra o Olmedo, campeão equatoriano, pelo Grupo 7. A grande preocupação é a altitude da cidade de Riobamba, que está a 2.754 metros acima do nível do mar. Problemas à parte, vai manter a forma tradicional de a equipe atuar, atacando sempre. "Temos de recuperar os pontos perdidos em casa, no campo do adversário." Apesar de empatar com o Cruz Azul no ABC, acredita na vitória no jogo de volta, dia 21. "Eles jogaram fechados aqui e ainda acharam um gol. Em seu campo vão ter de sair, dando espaços para o São Caetano."Dúvida - Com a saída de Adhemar, que se transferiu para o Stuttgart, da Alemanha, o Azulão ficou sem um ponto de referência no ataque. O ex-ídolo e artilheiro da equipe na Copa João Havelange tinha a característica de sair mais da área e chutar forte de longa distância, ao contrário dos novos atacantes. Picerni ainda não decidiu entre Magrão e Sinval, que gostam de jogar entre os zagueiros adversários, mais fixos na área. Ambos vêm dividindo a posição de titular. Assim como nas partidas do Campeonato Paulista, Magrão não tem agradado ao treinador nem à torcida e acaba sempre saindo no intervalo. Sinval o vem substituindo, mas também sem receber elogios.

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