Picerni comanda comissão entrosada

Jair Picerni é o comandante de dois grupos bem entrosados: um é o elenco de jogadores e outro, a sua comissão técnica. A harmonia entre essas duas partes é um dos segredos do sucesso do São Caetano, que disputa na quarta-feira o título da Copa Libertadores, contra o paraguaio Olimpia.O grupo de Picerni tem: Jair Squarizzi (assistente técnico), Fred Smania (observador), Roberto Sagrillo (preparador de goleiros), Carlos Baptista (diretor de futebol), Luiz César Martins (fisiologista), Roberto França (fisioterapeuta), Paulo Forte (médico), Itamar Rosa (massagista), Genivaldo Leal (supervisor de futebol), Zé Roberto (roupeiro), Flávio Oliveira (preparador físico) e Primo Ribeiro (assessor de imprensa).A história da maioria dos integrantes desta equipe tem algo em comum. Quase todos estudaram e iniciaram a carreira no interior de São Paulo, para mais tarde integrar o grupo de trabalho do São Caetano. "É tudo frango com polenta. Quando alguém faz este prato na concentração não sobra nada para contar história", diz Sagrillo, brincando com a origem "caipira" da maioria da comissão técnica.Mas isto não quer dizer que a experiência do grupo passe apenas pelo futebol do interior paulista. Fred Smania, que trabalha observando os adversários do São Caetano onde quer que eles joguem, também tem passagens pelo exterior. "Estudei fisiologia na Rússia, e também fiz estágios no Real Madrid e no Milan", conta.O preparador físico, Flávio Oliveira, é outro que valoriza a experiência internacional, que pretende adquirir no futuro, para realizar seu maior sonho: trabalhar, de preferência em um futuro não muito distante, na seleção brasileira. "Gosto muito da preparação física do futebol argentino e gostaria de passar um tempo lá, depois em países da Europa como a Holanda e a Alemanha." Da equipe, quem melhor conhece Picerni é Squarizzi. "Trabalho com ele há 18 anos", revela. O tempo foi suficiente para que permitir que ele conhecesse todas as manias do técnico. "Tem duas coisas que ele detesta: quando jogador amarra a camisa na cabeça e atleta que fica sentado ou deitado no gramado. Ele diz que lugar de conversa é no vestiário", conta o assistente técnico e "paizão" dos jogadores.O diretor de futebol Carlos Baptista tem um motivo a mais para torcer por uma vitória do São Caetano na Libertadores. "Minha filha mora no Japão, e a disputa do Mundial Interclubes será perto da cidade onde ela mora e poderemos nos ver depois de dois anos."O assessor de imprensa Primo Ribeiro veste a camisa do time até no filho, Natan, que mal completou um mês e já veio uniformizado ao treino. "Espero que ele seja pé quente como foi na Copa." Enquanto o dia da decisão não chega, o médico Paulo Forte é um dos que mais ajudam a equipe a driblar a tensão. "Não são só os jogadores que sofrem com a espera, o pessoal da comissão técnica também fica ansioso", garante ele.

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