Picerni critica a atuação palmeirense

A vitória do Palmeiras sobre o Joinville, por 2 a 1, neste sábado, no Parque Antártica, não agradou ao técnico Jair Picerni. No vestiário, admitiu que o time, que completou oito jogos sem perder, errou muitos passes e cansou no segundo tempo. ?Ainda bem que os três pontos vieram. Mas não dá para esconder que após um primeiro tempo razoável, a equipe não manteve o mesmo ritmo na etapa final. Estamos entre os primeiros colocados, e acredito que em duas, três rodadas no máximo, assumiremos a liderança. Mas o futebol não foi bom." Para Picerni, os jogadores do Palmeiras ainda não estão com a confiança necessária em campo para correr riscos. ?O gol do Joinville é o exemplo mais claro do que estou falando. Não paramos o lance com falta de jogo e fomos surpreendidos. Eles souberam criar em cima dos nossos erros. Repito que não foi um grande jogo. No segundo tempo, o Vágner e o Muñoz cansaram e nem com as entradas de Anselmo e Thiago Gentil, descansados, a situação mudou." O treinador ressaltou, no entanto, a importância do resultado. ?Queremos subir e estamos bem na tabela. Mas sem atenção voltaremos a passar sufoco, mesmo no Parque Antártica." O volante Magrão discordou de Picerni e negou que time tenha cansado no final. ?Falar uma coisa dessas é sacanagem. Temos um ótimo preparador físico (Walmir Cruz). Acho que o Palmeiras ainda tem alguns jogadores imaturos e oscila muito nas partidas." Magrão também ficou revoltado com o lateral Alessandro, do Joinville. ?Ele entrou em campo apenas para dar porrada e quase quebrou minha perna. Tem que saber que eu sou um pai de família. Não pode haver espaço para este tipo de jogador porque é muito difícil tomar porrada a toda hora e ficar calado. O pior é que o juiz não deu cartão vermelho para ele." Segundo o volante, Alessandro passou a maior parte do tempo dizendo que iria agredi-lo. ?Nem conheço ele, nem sei o nome dele. Quem estava em campo viu o que aconteceu. Sou amigo de quem é meu amigo." Ao ser alertado sobre as declarações de Magrão, Alessandro retrucou. ?Esse Magrão quer aparecer às minhas custas. Não vou pedir desculpas a ele. Você acha que eu vou chegar e dar uma de amigo aqui dentro do Parque Antártica. Nunca fui desleal na minha vida. Jogamos contra o Palmeiras e contra a arbitragem, e não é possível ficar dando beijinhos dentro do campo." O lateral Lúcio comemorou a marcação de seu primeiro gol com a camisa do Palmeiras. ?Senti que faria o gol no momento em que o Magrão cruzou a bola da direita e o Zé Carlos falhou. Mas tive méritos ao acertar um belo voleio." Por outro lado, Lúcio reconheceu que o Palmeiras relaxou no segundo tempo e quase colocou em risco o resultado. ?É normal uma equipe que está vencendo por 2 a 0 tocar a bola. Só que nós tocamos de forma equivocada, para trás. Isso não pode mais acontecer. A culpa não é de ninguém especificamente, mas de todos que entraram em campo. O Palmeiras tem todas as chances de melhorar e sonhar em voltar para a Primeira Divisão, mas não poderá jamais vacilar como neste sábado." No Joinville, o presidente Alberto Mauro estava indignado com a arbitragem. ?Tivemos um gol do Didi anulado injustamente no primeiro tempo e pelo menos um pênalti a nosso favor não marcado. O Palmeiras não precisa disso para vencer. Por isso que a cada dia que passa o futebol perde a credibilidade."

Agencia Estado,

05 de julho de 2003 | 19h57

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