Picerni desconfiado com a vinda de Jardel

A próxima semana será decisiva para o futuro do Palmeiras. Em uma reunião envolvendo o presidente Mustafá Contursi e o técnico Jair Picerni, nomes que poderão reforçar a equipe para o Campeonato Brasileiro serão analisados. O atacante Jardel, que foi oferecido pelo seu advogado Luiz Augusto, é o primeiro da lista. Em má fase no Ancona, lanterna do Campeonato Italiano, já acertou verbalmente um contrato com o clube que lhe renderá R$ 80 mil mensais.Picerni, no entanto, mostra-se desconfiado. "Quero deixar bem claro que não solicitei à diretoria a contratação do Jardel. Ele foi oferecido ao clube. Não discuto sua capacidade, é um artilheiro nato que fez história no futebol brasileiro. Mas pelas últimas informações que recebi, não vive uma boa fase. Precisaria saber primeiro como está porque reforços devem ser analisados com base no futebol que estão apresentando no momento. Mas não quero ninguém que venha apenas para compor o grupo. Preciso de um atacante, um lateral-esquerdo e um meia que cheguem para resolver."O auxiliar-técnico Fred Smânia afirmou que a comissão técnica não foi informada sobre a possível vinda do atacante para o Parque Antártica. "Precisaremos de jogadores de bom nível para o Brasileiro, que é um campeonato longo. Mas nada nos foi passado. Na próxima semana, vamos sentar para conversar." O diretor de Futebol Mario Gianini segue se escondendo da imprensa.Nesta sexta-feira, encontrou uma justificativa inusitada para não atender à reportagem. "Não posso falar agora senão vou engasgar com o bacalhau e com o copo de vinho." Mas, após a eliminação do Campeonato Paulista, a vinda de reforços virou assunto até entre os próprios jogadores palmeirenses. "Sei que este grupo precisa de contratações. O Campeonato Brasileiro é longo e vimos nas últimas partidas que quando um titular sai, muitas vezes acaba fazendo falta", admite Pedrinho.O Palmeiras volta a campo na próxima quarta-feira contra o Goiás em Goiânia pela Copa do Brasil. Um adversário que o zagueiro Nen, que antes de chegar ao Palestra enfrentou várias vezes pelo Gama, conhece como ninguém. "O fator campo normalmente prevalece quando o Goiás joga em casa. Dificilmente é derrotado no Serra Dourada."Lição - O jogador confessou nesta sexta-feira que ainda está abalado pelo pênalti que desperdiçou na semifinal contra o Paulista de Jundiaí, domingo passado em Araras. Mas reconheceu que o time entrou em campo de salto alto para buscar a classificação. "Achamos que seria fácil, que a qualquer momento o gol sairia. Mas garanto que a lição foi aprendida."

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