Picerni: faltou paciência ao S. Caetano

Depois de empatar em 1 a 1 com o Cruz Azul, do México, em sua estréia na Copa Libertadores, o São Caetano deixou o gramado do estádio Anacleto Campanella sob o protesto dos seus torcedores, que não entenderam o motivo do fraco futebol apresentado pelo time. Manifestação que o técnico Jair Picerni parece já ter assimilado. Para ele, a sua equipe pecou em não aproveitar as jogadas pelas laterais. De elogio, apenas o toque de bola que, segundo ele, correspondeu. "Tocamos com eficiência. Faltou paciência para levar as jogadas e concluir em gols. Foi isso", afirmou. Picerni preferiu não culpar seu ataque pelas restritas chances desperdiçadas e muito menos o atacante Magrão, que foi vaiado pela torcida de São Caetano. O esquema fechado do Cruz Azul, segundo o treinador, atrapalhou. "Eles jogaram de maneira extremamente defensiva. Isso dificultou, ainda mais por termos usado pouquíssimo as laterais, como já falei."Picerni descartou o clima de preocupação demasiada. A estréia na competição não significou a conquista dos três pontos - na sua projeção, seria fundamental assegurar a pontuação nos confrontos em São Caetano do Sul -, mas isso não é razão para desespero. E ele lembrou: "A disputa lá (no México) será bastante diferente. Eles não vão poder ficar tão fechados, somente pensando em marcar. E vamos usar isso, sem dúvida. Podemos plenamente reverter essa situação. Além disso, não perdemos. Empatamos."

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