Picerni ignora a crise corintiana

Em época de crise em grande clube, é inevitável que, em algum momento, o rival se manifeste sobre o caso. E não foi diferente com o Palmeiras, que depois de passar ano de 2003 penando com o rebaixamento para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro, vê o Corinthians passando por um momento crítico no Campeonato Paulista.Ao falar sobre um caso que viveu de perto, o técnico Jair Picerni procurou mostrar indiferença. "No ano passado o Palmeiras passou uma fase difícil e ninguém tomou conhecimento", disse o treinador. Para completar, ressaltou que sua preocupação é apenas com o Palmeiras e, quanto ao resto, vai manter a política do "não estou nem aí".A classificação para a próxima fase do Paulista está garantida, mas o técnico não quer falar em poupar jogadores ou jogar usando o regulamento. "A gente não é o Real Madrid. Agora vai escolher?", pergunta o técnico, que prefere não escolher entre competições no primeiro semestre. "Não tem prioridade entre o Paulista e a Copa do Brasil. Vamos ficar espertos nos dois."Sobre o time, o treinador mostrou satisfação com a maior velocidade apresentada na partida contra o Santo André, mas também preocupação com o rendimento dos laterais. "O Lúcio e o Baiano estão errando passes", afirmou.Próximo adversário - Os dirigentes do São Gabriel-RS estão tentando reverter a perda do mando de jogo da equipe na partida de ida na Copa do Brasil, contra o Palmeiras, e levar o jogo, marcado para Santa Maria, de volta para São Gabriel. O Comitê Disciplinar da CBF puniu a equipe gaúcha com a perda de mando de jogo, mais multa de R$ 50 mil (o equivalente à folha salarial do clube), por causa de um copo d?água atirado na direção dos bandeiras e relatado na súmula na fase anterior da Copa do Brasil. O caso vai ser julgado quinta-feira no Tribunal de Justiça Desportiva da CBF.

Agencia Estado,

09 de março de 2004 | 20h09

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