Picerni: "Meu time está alucinado"

O treinador Jair Picerni aproveitou a presença maciça da imprensa na partida de hoje contra o Cobreloa para praticamente anunciar o ressurgimento do São Caetano. "Temos dois projetos muito vivos, que são ganhar a Libertadores da América e o Torneio Rio-São Paulo. O início vacilante da temporada, quando perdemos algumas partidas, já passou. Os jogadores que chegaram demoraram para pegar o espírito deste clube, mas estou sentindo que meu time está alucinado na marcação gols", exagerou. Falando especificamente em relação à competição sul-americana, o treinador fez questão de anunciar que está preparando o grupo para aprender a conviver com as adversidades. "Eu não passo orientações aos meus atletas no sentido de que revidem agressões, fato que ao longo do tempo passou a simbolizar a Libertadores. Eu preparo o grupo para conquistar o resultado, algo que foi comprovado hoje contra o Cobreloa", salientou, lembrando que o time lidera o Grupo 1 da Libertadores com 9 pontos. Ressaltando ser possível a chegada do São Caetano à decisão do Mundial Interclubes em Tóquio, Picerni desconsiderou a catimba utilizada pelos adversários como um desafio a ser vencido. E retomou o discurso com o qual cresceu junto com a equipe do ABC nos últimos dois anos. "Eu comando uma equipe que se arrisca, que joga com alegria. A força não está apenas nos 11 que entram em campo, mas nos 27 que treinam comigo durante a semana". Com uma opinião menos incisiva do que a do treinador, o volante Marcos Senna foi claro ao afirmar que ainda falta muita coisa. Por outro lado, disse que com o elenco atual o São Caetano tem possibilidades de conquistar a Libertadores. "Precisamos primeiro pontuar e manter o mesmo ritmo. Chegamos à quinta vitória consecutiva, mas existe uma necessidade de aprimoramento´. Senna acredita que, mesmo não tendo feito parte do grupo vice-campeão brasileiro do ano passado, a mentalidade instituída por Picerni não foi alterada de um ano para o outro. "O Jair bota na cabeça dos jogadores que o título é possível e que temos totais condições de ir para o Japão". Disputando a sua primeira Copa Libertadores da América, o atacante Brandão, que hoje contra o Cobreloa marcou seu nono gol em sete partidas pelo São Caetano, apostava na paciência como fator que poderá levar o time à final. "Futebol é a mesma coisa em qualquer lugar", sintetizou, tentando explicar que não existem diferenças entre disputar um jogo de Libertadores ou de outro torneio qualquer. "Claro que a Libertadores é mais guerra, mas o Jair sempre nos pede para esquecer as agressões e voltar a preocupação apenas para jogar bola". Autor de dois gols contra o Cobreloa, o atacante Wagner admitiu que a equipe, mesmo vencendo, esteve intranqüila em alguns momentos da partida. "Futebol não combina com provocação. O importante é que nós jogadores tivemos paciência quando a fase não estava boa". O meia Adãozinho, expulso de campo após agredir o zagueiro Meléndez, do Cobreloa, não quis falar com a imprensa. Domingo, o São Caetano enfrenta o Botafogo em Niterói pelo Torneio Rio-São Paulo. Volta à Libertadores daqui duas semanas, enfrentando o Alianza em Lima, no Peru.

Agencia Estado,

14 Março 2002 | 20h30

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.