Picerni quer Adriano, do Atlético-PR

Nada como uma boa vitória para trazer a tranqüilidade de volta. O clima no Palmeiras, hoje, após a goleada por 5 a 1 sobre o Operário-MT, era de alegria. Nem por isso o técnico Jair Picerni abandonou sua tática de "fazer pressão" sobre a diretoria. Disse que o triunfo não pode esconder as falhas do elenco e ressaltou que, se o time quiser ter algum êxito na temporada, precisará de pelo menos quatro ou cinco reforços. Acha fundamental a contratação de um meia e de um artilheiro. Esse meia, pedido pelo treinador ao presidente Mustafá Contursi, é Adriano, do Atlético-PR. O jogador tem 25 anos e se destacou em 2000, quando se transferiu de Curitiba para o Olympique, de Marselha. Não deu certo no futebol francês e, por isso, retornou ao clube paranaense. É habilidoso e bom cobrador de faltas. E pode resolver um problema detectado não só pela comissão técnica mas também pelos próprios jogadores do Palmeiras: a falta de um grande armador. "Falta alguém para organizar o time no meio-de-campo", declarou o colombiano Muñoz. Mustafá prometeu reforços a Picerni, mas o técnico prefere não comemorar antes da hora, antes de ver o atleta no clube. No início do ano, pediu a contratação de Ricardo Oliveira, mas o dirigente lhe deu Leandro. Queria o zagueiro Dininho, mas recebeu Gustavo e Dênis. Esperava por Fabiano, do Atlético-PR, mas ficou com Marquinhos, do Goiás. Adriano faz parte de uma lista que contém, ainda, nomes como o do volante Cocito, o de Dininho e o do atacante Aloísio, que está no futebol francês. No Palestra Itália, acredita-se que Mustafá deverá liberar um pouco mais de dinheiro para contratações, por causa das fortes pressões da torcida e dos conselheiros. O próximo jogo do Palmeiras será na quarta-feira, contra o Criciúma, em Criciúma, pela Copa do Brasil. O volante Magrão, que se recupera de fratura em dois dedos da mão esquerda, ainda não tem presença garantida.

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