Picerni sonhou alto demais para o Palmeiras

A ousadia do técnico Jair Picerni na busca por reforços para o Palmeiras esbarrou na política do bom e barato do presidente Mustafá Contursi. Foi o que deixou claro Mario Giannini, o diretor de futebol do clube. Além de descartar a contratação imediata de novos jogadores, ele confirmou que os pedidos do treinador estavam completamente fora da realidade palmeirense."Vou deixar claro para a torcida: os jogadores solicitados pelo Picerni foram os atacantes Luizão (Hertha Berlim) e Sávio (Zaragoza), e os zagueiros Scheidt (que tem os direitos presos ao Celtic, da Escócia) e Gamarra (Inter de Milão). O futebol brasileiro, hoje, é proibitivo em relação a nomes como esses todos. Oferecemos outros jogadores a ele, mas nenhum o agradou. Assim, vamos com o que temos", disse Giannini.Picerni teve de aceitar: "Não sou de lamentar nem de reclamar de nada, mas já ficou claro que precisamos de um grupo maior. Na semana passada, na partida contra a Tuna Luso pela Copa do Brasil, não tínhamos um zagueiro no banco. Mas vamos continuar nossa luta com coragem."A última cartada da diretoria foi na noite de quinta-feira. Giannini e o presidente Mustafá Contursi novamente tentaram trazer o meia Adriano, que está no Atlético-PR mas cujos direitos federativos pertencem ao Olympique. O negócio emperrou porque o clube francês exige receber uma compensação financeira para liberar o jogador."Não quero analisar o que a diretoria pensa. Nem comentar por que não chegou praticamente ninguém. Só passei ao presidente que, com mais dois nomes pelo menos, ficaríamos muito mais fortes, em condições bem melhores", desabafou Picerni.Neste sábado, na Academia, a equipe fará um jogo-treino contra o Niigata, equipe japonesa que subiu recentemente para a primeira divisão e cujo grande destaque é o atacante Edmílson, ex-Palmeiras.

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