Pierre mudou o estilo para agradar Luxemburgo

'Volante que é só marcador serve para time pequeno. No Palmeiras tem de fazer mais', diz o técnico

Agência Estado

01 de abril de 2008 | 09h06

Não faz muito tempo que Vanderlei Luxemburgo chamou Pierre para conversar. O técnico do Palmeiras estava satisfeito com o número de desarmes do volante, mas queria um pouco mais dele em campo.  Veja também:  Valdivia quer título e reconhecimento pessoal Assista os gols da vitória sobre o São Caetano Quais times levam as duas últimas vagas das semifinais do Paulistão? TV Estadão: Análise da reta final do Campeonato Paulista Veja as chances de classificação e rebaixamento no Paulistão "Volante que é só marcador serve para time pequeno. Para jogar no Palmeiras tem de fazer um pouco mais", disse Luxemburgo. Pierre se assustou. Havia acabado de ser eleito um dos melhores volantes do Campeonato Brasileiro, após um ano como titular de Caio Júnior. Acostumou-se a receber elogios de colegas, críticos e torcedores pela raça demonstrada em campo. Não imaginava que precisaria mudar seu estilo para jogar com o novo treinador palmeirense. Mas Pierre mudou. E se manteve como titular absoluto. Desde que chegou ao clube, em janeiro de 2007, nunca se sentou no banco de reservas. Jogou sempre. E vai continuar jogando. Agora, com outro estilo. "No futebol moderno, volante não pode só marcar. Tem de sair mais para o jogo. É isso o que o professor Vanderlei pede e eu procuro fazer. Tem dado certo", disse o jogador. Luxemburgo aprova o pupilo. "Quando o jogo aperta, o Pierre tem aparecido para receber a bola e ajudar na marcação. É assim que eu quero", explicou o treinador. A mudança se refletiu em gol no último sábado, contra o São Caetano, no Palestra Itália. Valdivia recebeu a bola próximo da área e viu todos os companheiros marcados, menos Pierre. Ele, então, deu a bola para o volante, que cortou um adversário e chutou forte, no canto direito do goleiro Júlio César. "Fazia muito tempo que eu estava atrás desse gol, o meu primeiro pelo Palmeiras. Estava recebendo cobrança até em casa, da minha esposa", contou Pierre. Pierre é chamado pelos amigos de "pônei". O motivo do apelido, segundo o lateral-esquerdo Leandro, é simples: o volante é um pequeno "cavalo", que na gíria dos boleiros serve para designar o jogador que não economiza na raça para tentar roubar a bola do rival - se preciso, usa uma força acima do normal.

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