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Piores ataques não marcam no dérbi

Guarani e Ponte Preta comprovaram porque têm os piores ataques do Campeonato Brasileiro, com apenas 31 gols cada. Os dois rivais empataram sem gols, neste domingo à noite, no estádio Brinco de Ouro, pela 37ª rodada. O resultado do dérbi de número 179 acabou sendo ruim para os dois times Esse foi o empate de número 58 da história, que registra a supremacia bugrina com 63 vitórias e 57 derrotas - há um resultado desconhecido.O Guarani continua na lanterna, com apenas 35 pontos, agora ao lado do Grêmio, que leva vantagem no número de vitórias - 8 a 7. Para evitar o rebaixamento para a Série B, o Bugre precisa vencer mais seis jogos nos nove que disputará. A Ponte evitou sua quarta derrota consecutiva, se manteve em nono lugar, com 54 pontos, mas parece cada vez mais distante de garantir uma vaga na Copa Sul-Americana de 2005.Duas horas antes do jogo, caiu uma forte chuva no estádio. Os dois técnicos só divulgaram os times momentos antes do início do clássico e surpreenderam nas escalações, ambos no esquema 4-3-3. Jair Picerni, do Guarani, formou um novo meio-campo, com os volantes Marcos Paulo e Careca, além do meia Simão. No ataque, Evandro Roncatto ganhou uma chance ao lado de Sandro Hiroshi e Viola. Nenê Santana, também não ficou atrás. Na defesa trocou Luís Carlos por Rafael Santos. No meio-campo, escalou três volantes: Marcus Vinícius, Romeu e Flávio no lugar do titular Lindomar. Essa formação abriu espaço para Anselmo, que não jogava há três meses e meio, formou o ataque ao lado de Júlio César e Alecsandro.Com formações ofensivas, o jogo ficou franco e aberto. O Guarani com mais domínio de bola, mas a Ponte chegando com mais perigo à meta defendida pelo goleiro Jean, que se transformou no melhor em campo no primeiro tempo. Ele defendeu três finalizações de Anselmo, uma delas de cabeça.No intervalo, a torcida ponte-pretana acendeu velas em alusão à situação do rival, lanterna do Campeonato Brasileiro. Assim devolvia a provocação quando chegou ao estádio e viu uma faixa com os dizeres: "Para sua segurança, você está sendo filmado".No segundo tempo, nada mudou. O Guarani tinha o domínio superficial, mas a Ponte era perigosa nos contra-ataques. Mas o ritmo de jogo diminuiu bastante, não melhorando nem com as alterações dos dois times. O Guarani ainda tentou ficar mais ofensivo com as entradas dos meias Harison e Valdeir nos lugares, respectivamente, do volante Careca e do lateral Dida. A Ponte ficou com sua defesa posicionada muito atrás, numa situação perigosa. Mesmo assim, se garantiu lá atrás.No balanço da Polícia Militar, o dérbi foi tranqüilo. Dez ponte-pretanos foram presos antes do jogo por desordem, algumas bombas caseiras foram apreendidas e um bugrino sofreu uma queda na arquibancada mas sofreu apenas escoriações leves.Os dois rivais voltam a campo na quarta-feira. A Ponte Preta jogará em Campinas, recebendo no Moisés Lucarelli o Paysandu. O Guarani enfrentará o Internacional, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre.

Agencia Estado,

24 de outubro de 2004 | 19h58

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