Alejandro Garcia/EFE
Alejandro Garcia/EFE

Piqué e Sergio Ramos pregam cuidado com ataque rival

Dupla de zaga também descarta medo com pressão da torcida

PAULO FAVERO, Enviado especial - Agência Estado

29 de junho de 2013 | 09h05

RIO - A seleção espanhola é famosa pelo meio-de-campo envolvente, com os craques Xavi e Iniesta, mas quem vem chamando a atenção na disputa da Copa das Confederações é a dupla de zaga formada por Piqué e Sergio Ramos. Os dois foram perfeitos em suas cobranças de pênalti diante da Itália, na semifinal de quinta-feira, e agora terão a missão de parar o ataque brasileiro com Neymar, Fred e Hulk na final deste domingo, no Maracanã.

"Com certeza, será uma partida histórica não só no nível pessoal, mas também como seleção. Para quem gosta de futebol, vai ser o jogo mais esperado, um espetáculo. É um privilégio total poder participar desta disputa", afirmou Sergio Ramos, defensor do Real Madrid, que na primeira fase da Copa das Confederações foi eleito o jogador com o melhor índice técnico da competição.

Ao contrário do que muitos imaginam, ele não está olhando para a decisão com o Brasil com algum receio por jogar diante da torcida adversária. Sergio Ramos lembra, aliás, que a Espanha ouviu vaias das arquibancadas em todos os jogos da competição. "O ambiente no estádio é normal, com gente que canta contra uma seleção favorita como a nossa. Se a Copa fosse disputada na Espanha, os espanhóis cantariam contra o Brasil ou algo parecido. Quando o jogador entra em campo, ele só quer saber da partida. Para mim é até bom, gosto desse ambiente no estádio", avisou o zagueiro.

Tanto Sergio Ramos quanto Piqué vão tentar anular o poderio ofensivo do Brasil na final deste domingo no Maracanã. Mas, por enquanto, os dois só querem saber de descansar, depois de uma partida complicada contra a Itália, no calor de Fortaleza, que terminou em disputa de pênaltis após 120 minutos de bola rolando. "O desgaste físico foi muito grande e a prorrogação aumentou ainda mais o esforço dos jogadores. Precisamos descansar e nos recuperar bem, comer bem, e nos prepararmos da melhor maneira para fazermos uma boa final. Conhecemos bem todos os jogadores da seleção brasileira e temos que tomar muito cuidado. Não podemos dar espaço", disse o zagueiro do Real Madrid.

Para Piqué, que deve ter na tribuna do Maracanã o apoio de sua mulher, a cantora colombiana Shakira, o segredo é poupar energias neste momento. De qualquer maneira, ele garante que numa final a superação vai falar mais alto para ambos os lados. "Acredito que o desgaste não terá grande influência. Vamos ter um dia a menos de descanso que o Brasil, mas acredito que será uma final muito bonita, protagonizada por dois times que jogam um grande futebol e acho que temos grandes chances de ganhar", avisou o zagueiro do Barcelona.

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