Nikolay Doychinov/AFP
Nikolay Doychinov/AFP

Piqué nega desculpas e ignora vaias: 'Sinfonia para meus ouvidos'

Seleção espanhola alterou mando de partida que seria em Madri

Estadão Conteúdo

10 de setembro de 2015 | 11h32

A rivalidade entre Barcelona e Real Madrid parece crescer a cada ano, e um dos principais símbolos dela na atualidade é o zagueiro catalão Gerard Piqué. O jogador de 28 anos já provocou o rival diversas vezes, o que gerou a ira madrilenha. Isto ficou claro nas últimas partidas da seleção espanhola em sua capital, nas quais ele foi vaiado pela torcida.

A polêmica chegou a todos os jogadores da seleção. Enquanto a maioria defendeu o zagueiro, seu companheiro de posição Sergio Ramos o criticou. A Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) inclusive chegou a mudar o local do próximo jogo do país, contra a Inglaterra, de Madri para Alicante, supostamente para impedir as vaias ao jogador. Em meio a toda esta controvérsia, Piqué convocou coletiva de imprensa para esta quinta-feira.

"Não tento mudar nada com esta coletiva de imprensa. Se as pessoas me vaiam pelo tema Catalunha/Espanha, não têm razão. Botar em dúvida meu compromisso não é justo. Mas se é pela rivalidade Barça/Real, é algo que existe há muito tempo. Se me vaiam no Santiago Bernabéu, não ligo, é sinfonia para meus ouvidos. Que me vaiem. Mas não pode afetar a seleção. Não podemos deixar que isso influencie", declarou.

Piqué é um dos jogadores mais atuantes na luta catalã para conquistar a liberdade da Espanha, visto constantemente nos protestos do dia 11 de setembro, que marca o Dia da Catalunha. O jogador, no entanto, entende que as vaias em Madri não têm qualquer relação com esta questão política. Pelo contrário, a liga apenas à rivalidade esportiva e, por isso, nega-se a pedir desculpas aos madrilenhos.

"Acho que é só pela rivalidade e meus comentários sobre o rival. Se olhar minha trajetória, fui ao protesto do último dia 11 de setembro, depois joguei com a Espanha e ninguém me vaiou. Mas sobre a rivalidade, não mudarei, sou assim e sempre serei assim. Os que gostam e os que não gostam terão que me aguentar até que eu me aposente", comentou.

O auge dessa crise entre Piqué e os madrilenhos aconteceu após a decisão da última Liga dos Campeões, quando o zagueiro provocou o Real durante a comemoração pelo título do Barcelona. "A relação entre Barcelona e Real é passional, quando um está bem, o outro está mal. Assim, espero que o Real esteja sempre o pior possível. Não me arrependo de nada, faria mil vezes. Não esperem que eu mude", disparou.

Piqué vive tanto esta rivalidade, que revelou como torceu para a Juventus passar pelo Real na última semifinal de Liga dos Campeões. "Um dia antes da nossa semifinal com o Bayern, disse que queria uma final entre Real e Barça, mas depois da nossa classificação, vi a semifinal do Real com a Juventus vestindo a camisa do Buffon."

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