Fabio Menotti/SE Palmeiras
Fabio Menotti/SE Palmeiras

Piquerez crê ser possível parar Lukaku na final do Mundial: 'Temos zagueiros agressivos'

Lateral diz que Chelsea é favorito, mas entende que o Palmeiras tem suas armas e saberá explorar as fraquezas do rival

Ricardo Magatti, enviado especial a Abu Dabi, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2022 | 13h56

Como parar Romelu Lukaku? Essa pergunta tem sido respondida com frequência pelos jogadores do Palmeiras. O forte atacante belga, um "tanque", é a principal arma ofensiva do Chelsea no Mundial de Clubes. Saiu dos pés dele o gol que garantiu os ingleses na final diante do time alviverde, marcada para sábado, às 13h30 (de Brasília), no estádio Mohammed Bin Zayed.

“Todos o conhecem. Jogador muito forte, gosta do corpo a corpo, mas nossos zagueiros também são agressivos. Estou totalmente confiante de que podemos buscar o título”, afirmou o uruguaio nesta quinta-feira, a dois dias da decisão em Abu Dabi. Quando o time não tem a bola, o lateral compõe uma linha de três defensores com Gómez e Luan. No momento em que sai para o ataque, ele volta a ser um apoiador pela esquerda.

O poderio econômico e a superioridade técnica fazem do Chelsea favorito para a decisão, na opinião de Piquerez. Mas o uruguaio fez uma ponderação ao afirmar que o Palmeiras tem suas armas e sabe das fraquezas do rival europeu.

É um clube economicamente forte.Me parece que Chelsea chega como favorito nesse sentido, economicamente. Mas também temos nossas armas, nossos jogadores”, salientou o uruguaio. 

“Eles têm uma forma de jogar com três zagueiros, têm dois jogadores rápidos, um centroavante muito forte, muito goleador. Precisamos estudar e trabalhar para entender seus pontos fortes”, acrescentou, detalhando o modelo de jogo dos londrinos. 

O uruguaio viveu sentimentos antagônicos nos últimos dias. Há dez dias, testou positivo para a covid-19 e não pôde viajar com a delegação a Abu Dabi. Mas seu resultado deu negativo dias depois e ele chegou domingo nos Emirados Árabes. Mesmo com apenas um treino e sem o tempo adequado para se adaptar, ele foi titular e teve boa exibição diante do Al Ahly.

“Mentalmente foi algo difícil. Quando eu testei positivo no Brasil, muitas coisas negativas passaram pela minha cabeça. É difícil… Como jogador, eu quero estar presente. Por sorte, com a ajuda do departamento médico, eu fiquei treinando em casa por vídeo chamada e mensagem”, relatou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.