Fabrice Coffrini/ AFP
Fabrice Coffrini/ AFP

Platini apresenta recurso contra punição imposta pela Fifa

Francês ainda tenta disputar eleições para presidência na entidade

Jamil Chade, correspondente em Genebra, O Estado de S. Paulo

10 de outubro de 2015 | 10h40

Michel Platini, suspenso do futebol por 90 dias por suspeitas de corrupção, apresentou neste sábado um recurso contra sua punição aplicada pela Fifa, na esperança de continuar sua campanha para a presidência da entidade.

Nos próximos dias, seu caso será avaliado, enquanto nos bastidores seu aliados se unem para forçar a Fifa a adiar eleições, marcadas para 26 de fevereiro de 2016. Platini era um dos nomes mais fortes na corrida para ocupar o lugar de Joseph Blatter, também suspenso. Mas membros do Comitê de Ética da entidade apontam que seria "improvável" que sua candidatura fosse aceita, diante das suspeitas.

Platini argumenta em seu recurso que não teve a oportunidade de se defender, algo que o Comitê de Ética da Fifa rejeita.

Outro argumento apresentado pelo francês é de que ele apenas foi ouvido pelo Ministério Público da Suíça na condição de "testemunha". A procuradoria suíça rejeita também essa tese, apontando que ele foi interrogado como "pessoa de interesse". Pela lei suíça, isso significa que ele não é uma simples testemunha. Apesar de não ser ainda um suspeito, Platini não pode alegar que está fora do caso.

O ponto central da polêmica é uma transferência de 2 milhões de francos suíços em 2011 entre Joseph Blatter e Michel Platini. O francês alega que o valor era um salário atrasado por serviços que ele prestou nove anos antes. Mesmo que isso seja verdade, a Fifa aponta que o dinheiro não foi comunicado e que tanto Blatter como Platini teriam agido de forma a falsificar os balanços financeiros da entidade, um crime que pode acarretar em prisão.

Enquanto a questão legal não é esclarecida, cartolas se movimentam nos bastidores para buscar uma solução. Uma reunião de emergência na Uefa foi convocada para o dia 15 e, na Fifa, para o dia 20. A meta é a de tentar adiar as eleições. Isso permitiria que, mesmo que Platini não fosse autorizado a concorrer, os europeus teriam mais tempo para buscar um candidato que represente seus interesses. 

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