Platini determina investigação sobre racismo em Moscou

O presidente da Uefa, o francês Michel Platini, determinou nesta sexta-feira que a entidade máxima do futebol europeu investigue a sequência de fatos que permitiram que a torcida do CSKA Moscou tivesse atitude racista contra o volante Yaya Touré, negro, durante partida entre os russos e o Manchester City, quarta-feira, pela Liga dos Campeões.

AE, Agência Estado

25 de outubro de 2013 | 10h41

Após a partida, o jogador marfinense disse que ouvia sons imitando macaco quando tocava na bola, que reclamou com o árbitro romeno Ovidiu Hategan, mas que este nada fez. "É decepcionante. É inacreditável e muito, muito triste ouvir cânticos como aqueles vindo dos torcedores", disse o jogador.

Na quinta-feira, a Uefa já havia aberto processo disciplinar contra o CSKA Moscou, que diz que tudo é invenção de Touré. Desta vez, a entidade europeia instaurou processo administrativo para conduzir uma investigação interna e descobrir por que o protocolo antirracismo não foi posto em prática.

Em nota, a Uefa lembra que o protocolo exige que, num primeiro passo, o árbitro principal da partida comunique o quarto árbitro para que este peça para que o sistema de som do estádio ordene ao público para parar com os gestos racistas. Se este continuarem, o juiz deve interromper a partida e solicitar que as equipes voltem aos vestiários. Se novamente os atos racistas persistirem, o árbitro deve definitivamente cancelar a partida.

Após o jogo, Touré pediu que os russos sejam punidos. "Penso que a Uefa deve agir com rigor. Talvez fechar o estádio por alguns jogos. Como um jogador africano, é sempre triste ouvir algo assim. Seria ótimo se conseguíssemos acabar com isso."

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