Platini diz que Ásia pode sair da eleição da Fifa como forma de protesto

Blatter garantiu não estar preocupado com possibilidade dos asiáticos ficarem fora

AE-AP, Agência Estado

30 de maio de 2011 | 13h07

ZURIQUE - Atual presidente da Uefa, Michel Platini levantou nesta segunda-feira a possibilidade dos membros da Confederação Asiática de Futebol (AFC, na sigla em inglês) deixarem o congresso da próxima quarta-feira que elegerá o presidente da Fifa. Atual mandatário, Joseph Blatter é o único candidato na eleição depois de Mohamed bin Hammam, presidente da AFC, retirar sua candidatura antes de ser suspenso pela Fifa por acusação de suborno.

Platini, que é um dos vice-presidentes de Fifa, lembrou que protesto semelhante aconteceu no congresso de 1999 da entidade. "Em 1999, a Ásia saiu, eu não sei se eles vão fazer isso de novo. Eu acho que a eleição vai à frente, mas eu não sei", disse o ex-jogador francês.

Blatter, porém, garantiu não estar preocupado com a possibilidade dos 46 membros asiáticos ficarem fora de eleição. "Eu já enfrentei isso uma vez e o congresso saiu", disse. "Eles vão estar lá, eu tenho certeza".

Yousuf Al Serkal, um dos vice-presidentes da AFC e aliado próximo de Bin Hammam, disse que o catariano foi "maltratado". "Bin Hammam é a pessoa certa, que deveria ter sido eleito para a presidência da Fifa, do ponto de vista da mudança", disse. "Blatter teve sua chance, é mais que suficiente. Devem haver mudanças para o benefício do futebol. Bin Hammam poderia ser o melhor para servir o futebol mundial no momento. A maneira como ele foi tratado acho que foi injusto. Todas as alegações foram apenas de um relato".

A Comissão de Ética da Fifa disse no domingo que havia provas suficientes para continuar a investigar as acusações de que Bin Hammam, assim como o Jack Warner, presidente da Concacaf, ofereceu suborno de US$ 40 mil em troca do voto na eleição da Fifa. Por isso, suspendeu os dois dirigentes.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.